Vacinação em idosos

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A vacinação é uma das maiores conquistas da humanidade, sendo o meio mais seguro e eficaz de prevenir doenças infectocontagiosas. As primeiras vacinas foram descobertas há mais de 200 anos. Atualmente, as vacinas são resultado de pesquisas intensivas, constituindo os mais modernos e sofisticados imunobiológicos.

É muito melhor e mais fácil prevenir uma doença do que tratá-la. As vacinas protegem o corpo humano contra os vírus e as bactérias que provocam vários tipos de doenças graves, que podem afetar seriamente a saúde das pessoas levando-as, inclusive, à morte.

A vacinação não apenas protege aqueles que recebem a vacina, mas também ajuda a comunidade como um todo. Quanto maior for o número de pessoas de uma comunidade protegidas, menor é a chance de qualquer uma delas – vacinada ou não – ficar doente.

Além disso, algumas doenças preveníveis por vacinação podem ser erradicadas por completo, não causando mais a referida doença em nenhum local do mundo, como aconteceu com a varíola a partir de 1977.

Função das vacinas

A vacina estimula a defesa do corpo contra os microrganismos (vírus e bactérias) que provocam doenças e podem ser produzidas a partir de microrganismos enfraquecidos, mortos ou a partir de alguns de seus derivados.

O corpo detecta a substância da vacina e produz uma defesa, que são os chamados anticorpos. Esses anticorpos permanecem no organismo e evitam que a doença ocorra no futuro, por meio da memória imunológica.

Reações adversas

De maneira geral, todas as vacinas atuais são muito seguras e apresentam poucos efeitos colaterais. Porém, como qualquer outro medicamento, podem desencadear reações ou efeitos indesejáveis após a aplicação. Por serem causados por componentes da própria vacina, na maioria das vezes estes eventos são esperados, inevitáveis e leves, sem consequências permanentes e de curta duração, tais como febre, mal-estar ou dores no corpo ou no local de aplicação.

Reações de hipersensibilidade aos componentes de vacina são raras. Na maioria das vezes, esses efeitos são bem tolerados e rapidamente controlados com analgésicos e antitérmicos. Existem, porém, algumas complicações mais sérias que devem ser acompanhadas pelo médico, necessitando, às vezes, de tratamento específico.

Quando devemos ser vacinados

As vacinas são necessárias na infância e para todas as faixas etárias.

As mulheres em idade fértil devem tomar vacinas contra rubéola e tétano, que, se ocorrerem enquanto elas estiverem grávidas ou logo após o parto, podem causar doenças graves ou até a morte de seus bebês.

Embora o Brasil seja um dos países que mais investem dinheiro público na cobertura vacinal de idosos, ainda observamos resistência de algumas pessoas para aderir às campanhas de vacinação, em especial a da gripe.

É muito importante a conscientização da população sobre a vacinação especialmente no inverno visto que a incidência de gripe e de outras doenças respiratórias aumenta.

Os profissionais de saúde, as pessoas que viajam muito e alguns outros grupos de pessoas, com características específicas também têm recomendações especiais para tomarem vacinas específicas.

 

Idosos

Ao longo dos últimos 50 anos, o Brasil tem desenvolvido um processo de envelhecimento populacional exponencial, decorrente da evolução da transição demográfica, com a diminuição da taxa de natalidade e dos índices de mortalidade.

Os idosos precisam se proteger especialmente contra gripe, pneumonia e tétano. Devido às alterações imunológicas ocorridas ao longo do processo natural de envelhecimento, os idosos são mais suscetíveis ao surgimento de algumas doenças infecto contagiosas, principalmente as do aparelho respiratório. As vacinas recomendadas no calendário de vacinação do idoso são oito: contra gripe, pneumonia pneumocócica, tétano, difteria, hepatite, febre amarela, tríplice viral, herpes zóster e meningite meningocócica.

A vacinação em idosos está amplamente associada à redução das internações devido às doenças cardíacas, cerebrovasculares, pneumonia ou influenza e do risco de morte a elas relacionado. Assim, desde a inserção da vacinação contra gripe no calendário do Ministério da Saúde, observa-se uma importante modificação no perfil de morbimortalidade e na utilização dos serviços de saúde pela terceira idade.

Uma recente pesquisa da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas constatou que, desde 1999, as internações de idosos em hospitais públicos de São Paulo decorrentes de complicações de gripe diminuíram cerca de 62%. A mesma pesquisa apontou diminuição de 43,4% nas mortes de indivíduos a partir de 60 anos causadas por doenças respiratórias relacionadas à gripe.

A vacina oferecida na rede pública é a chamada “trivalente”, ou seja, protege contra três subtipos do vírus da gripe (A/H1N1, A/H3N2 e influenza B). É de qualidade reconhecida internacionalmente e extremamente segura.

O país está envelhecendo, porém temos que envelhecer com saúde. O controle das doenças infecciosas também faz parte para que esse processo aconteça com qualidade

 

Segue o calendário de vacinação para idosos, recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações:

https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-idoso.pdf

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

 

 

Dor articular

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Quem nunca sofreu com dores nas costas, nos joelhos ou nos ombros? Dores crônicas nessas regiões do corpo atingem aproximadamente 15 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.

Quando não é tratada, essa dor e inflamação nas articulações pode evoluir para doenças graves, como a osteoartrite. Não é somente a terceira idade que precisa ficar atenta às dores nas articulações: podem atingir qualquer faixa etária.

As articulações são estruturas complexas incluindo ossos, cartilagem, membrana sinovial, ligamentos, tendões e bursas e é graças a elas que conseguimos nos mexer.  As articulações se movimentam constantemente, de modo que problemas não são incomuns nessas regiões. Dores nas articulações podem ocorrer com ou sem movimento muscular e podem ser graves o suficiente para limitar o movimento ou causar rigidez e sensação de queimação.

 

Causas

A dor nas articulações pode ser causada por vários tipos de lesões ou doenças.

Degenerativas: A osteoartrite envolve o crescimento dos osteófitos – chamados de “bico de papagaio” – e a degeneração da cartilagem de uma articulação. É a causa mais comum de dor articular em adultos com mais de 45 anos.

Autoimune: Artrite reumatoide é uma doença autoimune que causa rigidez, dor e inflamação nas articulações.

Lúpus 

Metabolismo: Gota (especialmente no dedão do pé)

Doenças infecciosas: Síndrome viral de Epstein-Barr, Hepatite A, B ou C;  Gripe, Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela

Lesões: Fraturas

Inflamatório: Tendinite, Osteomielite, Artrite séptica, Bursite

Por esforço anormal ou excessivo, incluindo tensões ou torções.

 

Diagnóstico

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

-Qual articulação dói?

-A dor está em um lado ou nos dois lados?

-Há quanto tempo você está sentindo dor?

-Você já teve essa dor antes?

-A dor começou de repente e muito forte ou devagar e levemente?

-A dor é constante ou ocasional?

-A dor ficou mais forte com o tempo?

-Você sabe afirmar o que deu início à dor?

-Você lesionou alguma articulação?

-Teve alguma doença ou febre recentemente?

-Descansar a articulação reduz ou piora a dor?

-O movimento da articulação reduz ou piora a dor?

-Algumas posições são cômodas? Manter a articulação elevada ajuda?

-Medicamentos, massagens ou aplicação de calor reduzem a dor?

-Que outros sintomas você apresenta?

-Sente alguma dormência?

-Consegue dobrar e endireitar a articulação? Sente a articulação rígida?

-Suas articulações ficam rígidas de manhã? Se sim, por quanto tempo?

-O que diminui a rigidez?

 

Tratamento e Cuidados

Lembrando que, caso a dor não diminua, o ideal é sempre consultar um médico.

Aplicar calor ou gelo para aliviar a dor.

Controle o peso: estar acima do peso pode aumentar a pressão sobre as articulações. O aumento de peso também pode alterar a maneira de andar da pessoa, intensificando as dores.

A obesidade está associada a hábitos sedentários e músculos fracos pioram a sobrecarga nas articulações.

Ossos saudáveis: A ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, couve e espinafre, é importante para manter a densidade dos ossos, evitando e problemas como a osteoporose. Essa dupla ajuda a manter os ossos saudáveis

Faça exercícios: a prática de exercícios físicos é essencial para manter as articulações funcionando bem, já que eles ajudam a melhorar o equilíbrio e controlar o excesso de peso.

Além disso, exercícios que fortalecem os músculos diminuem a sobrecarga nas articulações e favorecem o alívio de dores.

Ao iniciar as atividades físicas opte por exercícios de baixo impacto, como bicicleta, natação ou caminhada, para reduzir a pressão sobre as articulações.

Músculos fortes dão maior estabilidade ao corpo, tirando a tensão de articulações.

Não fique o tempo todo sentado: Quanto mais as articulações são usadas, maior será sua lubrificação e sua eficiência.

Por isso, pessoas que permanecem longos períodos sentadas possuem mais chances de sofrer dores nas articulações do corpo.

Além disso, pessoas que se movimentam mais tendem a ter músculos mais alongados, fator que protege as articulações.

A coluna é, ainda, a maior vítima das horas sem se movimentar. Procure levantar-se de tempos em tempos para alongar e a caminhar.

Largue o cigarro: A fumaça do cigarro diminui sua massa óssea, enfraquecendo suas articulações. Ossos fracos aumentam o risco de uma lesão.

Além disso, o tabagismo aumenta a inflamação em seu corpo, que pode afetar as articulações e causar dores.

Foi demonstrado que o tabagismo é um fator que aumenta o risco de desenvolver artrite reumatoide.

Dê um descanso para os pés: O salto alto, por concentrar praticamente todo o peso no corpo nos dedos e na ponta do pé, pode causar dores crônicas nessa região se for usado com muita frequência.

O salto alto também provoca uma mudança em toda a mecânica do caminhar, alterando o modo como o corpo se equilibra e sobrecarregando algumas articulações.

-Alongue-se com mais frequência: A maioria das pessoas alonga-se um pouco antes ou depois de uma atividade física, mas o alongamento deve ser incorporado em sua rotina diária.

Faça pausas durante o dia para manter seu corpo flexível e articulações com movimentos suaves.

Você pode fazer alguns alongamentos básicos em sua mesa ou mesmo uma aula de ioga ou pilates – que juntam alongamento e exercícios.

Faça massagens: Relaxar a musculatura é bom para liberar a tensão muscular.

Receber massagens regularmente ajuda a relaxar os músculos e articulações.

Medicamentos para Dor nas articulações: Uma dor nas articulações pode ter diversas causas, de modo que o tratamento varia de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

 

Cuidados com Medicamentos de Idosos

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Idosos frequentemente fazem uso de cinco ou mais medicamentos durante o dia. Seja para controle da pressão arterial, tratamento de aids, do câncer, controle de artrite e artrose, ou doenças degenerativas. A dificuldade para idoso que mora sozinho é maior pela presença de catarata, dificuldade de locomoção e ainda pela diminuição da memória recente, o que resulta em problemas leves ou graves.

Diante disso, familiares e cuidadores devem se adaptar e aprender a lidar melhor com os idosos, inclusive na área farmacêutica. Nem todas as alterações fisiológicas ou doenças necessitam de medicamentos, alguns problemas são de permanência limitada. Existem ainda distúrbios e doenças que podem ser controlados com outras terapias, tais como dietas peculiares, descanso, massagens, exercícios específicos.

Os medicamentos tomam um papel fundamental na prevenção e cura das doenças, mas seu  uso impróprio é motivo de inalterável preocupação, pela enorme ocorrência de efeitos colaterais, especialmente entre idosos.  Devem ser utilizados mediante consulta médica e prescrição. É de fundamental importância que os benefícios esperados com o uso devem ser maiores do que os riscos decorrentes do seu emprego.

Tarjas

A indústria farmacêutica apresenta medicamentos com tarjas que tem um sentido de ser e elas estão relacionadas ao que os provocam no organismo alguma alteração indesejada, desde os resultados mais simples até os mais complexos, isto é, são classificados conforme o grau de risco que o seu uso pode oferecer à saúde do paciente. Para essa classificação, foi adotado o critério de tarjas ou faixas dos medicamentos, que são facilmente identificadas nas embalagens.

Tarja vermelha sem retenção da receita

Os medicamentos são vendidos mediante a apresentação da receita, branca, apenas uma via, que não fica retida na farmácia. Esses medicamentos têm contraindicações e podem provocar efeitos colaterais graves. Nesse sentido, na tarja vermelha está impressa a mensagem “venda sob prescrição médica”.

Tarja vermelha com retenção da receita

Representa os medicamentos que necessitam de retenção da receita, conhecidos como medicamentos psicotrópicos, ou seja, para uso em pacientes com doenças mentais graves como esquizofrenias. Por isso, na tarja vermelha está impresso “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção de receita”. Assim, só podem ser vendidos com receituário especial de cor branca, especial, em duas vias.

Tarja preta

Representa os medicamentos que possuem ação sedativa ou que ativam o sistema nervoso central, cérebro (benzodiazepinicos) e que, portanto, também fazem parte dos chamados psicotrópicos. Por isso, a tarja preta vem com a inscrição “venda sob prescrição médica – o abuso deste medicamento pode causar dependência”. Tais medicamentos apenas podem ser vendidos com receituário especial de cor azul.

Tarja amarela

Representa os medicamentos genéricos e deve conter a inscrição “Medicamento Genérico”, na cor azul.

Outros

Medicamentos isentos de prescrição médica não exigem tarjas nos medicamentos.

Os não tarjados ou Medicamentos Isentos de Prescrição apresentam poucos efeitos colaterais ou contraindicações, desde que usados corretamente e sem abusos, por isso podem ser dispensados sem a prescrição médica. São utilizados para o tratamento de sintomas como resfriados, azia, má digestão, dor de dente, entre outros.

É importante ressaltar que esses produtos estão isentos de prescrição médica, porque a instância sanitária reguladora federal considerou que suas características de toxicidade apontam para inocuidade ou são significativamente pequenas. Porém, a utilização deve ser feita dentro de um conceito que seja prescrito pelo médico.

Interações entre Medicamentos

Devido à grande prevalência de doenças crônico-degenerativas entre os idosos, o consumo de medicamentos por esse grupo etário é alto. São remédios para a pressão alta, para o diabetes, para a gota, para a dor lombar, para a insuficiência cardíaca, para depressão, para baixar o colesterol. É importante, então, manter o médico avisado de todos os medicamentos em uso pelo paciente, mesmo aqueles de pouco uso, para evitar interação medicamentosa.

Superdosagens

À medida que envelhecemos, nosso fígado reduz o processo de destruição de várias substâncias ou ainda surge a dificuldade de eliminação pelos rins, entre elas os medicamentos.

Mesmo nas doses habituais prescritas os benzodiazepínicos, diazepan, lexotan, dormonid, provocam uma sedação maior durante o dia em idosos e se associam a um número maior de quedas e fraturas ósseas.

Queda brusca da pressão arterial com perda da consciência, depressão respiratória ou parada cardíaca são as temíveis complicações de superdosagens. O mais triste é saber que idosos apresentam grau importante de depressão e risco de suicídio. Para evitar esse risco os médicos devem iniciar com doses mais baixas e ir pouco a pouco aumentando a dose até que se atinja o objetivo terapêutico.

Efeitos Colaterais 0,01, 0,1, 1%

Seja pelo grande uso de medicamentos ou pela maior sensibilidade às doses, os idosos são mais susceptíveis a desenvolverem efeitos colaterais de medicamentos. Os sintomas mais frequentes são boca seca, queda da pressão arterial, tonturas, retenção urinária, confusões mentais e alterações no caminhar.

Todos os medicamentos podem produzir efeitos colaterais em menor ou maior frequência.

A grande maioria dos medicamentos utilizados hoje para as doenças crônicas nas doses prescritas não produzem grandes efeitos colaterais, como:

Anti-hipertensivos, medicamentos para diminuição a pressão arterial; os antipsicóticos, utilizados em doentes mentais ou idosos com grau de depressão; os sedativos, para diminuir a ansiedade e propiciar o sono; e os antiparkinsonianos, para diminuir a rigidez da doença.

Já os anti-inflamatórios em uso crônico podem produzir gastrites, úlceras e não invariavelmente perfurações do estômago com quadro de abdomê agudo, necessitando urgentemente de cirurgia.

É importante explicar para o paciente, para os familiares e para o cuidador o quanto é importante ele se manter atento para as mudanças que ocorrem em seu organismo após o início do uso do remédio.

Alergia

Lembrar que todo medicamento pode ocasionar alergias mesmo os mais comuns que se compra com receita médica.

Diferenciação clínica

Os idosos frequentemente apresentam sintomas sistêmicos de doenças localizadas. Uma infecção do trato urinário pode provocar confusão mental, alteração de comportamento, agitação ou sedação e ainda não ter dor ao urinar. Assim, qualquer prescrição ou recomendação de medicamento deve ser feita com muita cautela.

Organização no uso dos medicamentos

Orientações básicas

Deve-se ter cuidado para evitar alguns tipos de problemas no uso de medicamentos, pois nem sempre é possível conseguir informações dos médicos, exceto alguns que disponibilizam o número do telefone celular ou por meio de mensagens. Assim:

1- Faça sempre uma lista de todos os remédios que utiliza, mesmo dos que não têm prescrição, e pendure na parede.

2- Anote o nome do remédio, quem receitou, as quantidades, os horários e até mesmo a cor e a forma de apresentação.

3- Leia e guarde sempre as bulas e cupom fiscal, para caso haja necessidade de trocar.

4- Atente-se ao prazo de validade e jogue fora os remédios com validade vencida.

5- Siga os horários e quantidades de acordo com o indicado pelo médico.
6- Não interrompa o tratamento sem informar ao médico.

7- Não tome doses diferentes das prescritas.
8- Evite misturar remédios com bebidas que possuam álcool.

Orientações intermediárias

Inúmeras técnicas facilitadoras foram criadas para auxiliar que os idosos e cuidadores não esqueçam de tomar os medicamentos, bem como evitar as superdosagens.

– Numa prateleira alta e visível, mas que idoso possa alcançar, existem maneiras práticas para tomada dos medicamentos pela manhã, tarde e noite, de modo visual, junto aos remédios.

Manhã- pode-se colocar um desenho do sol ou um bule de café.

Meio-dia- pode-se colocar um prato de comida ou talheres.

Tarde- pode-se colocar desenho de lanche.

Noite- pode-se colocar desenho da lua.

Outra opção seria para o idoso que mora sozinho colocar numa mesa sem uso os remédios, distribuídos por períodos, escrevendo manhã, tarde e noite

Orientações avançadas

Deixar a quantidade de medicamentos exata para uma semana e observar se o idoso está fazendo uso adequado. Não sobra e nem acaba antes.

Outras orientações

– Muita atenção quando for comprar o remédio receitado pelo médico. É preciso conferir se o medicamento prescrito confere com a embalagem para ter certeza de que é realmente aquele que foi indicado e a data de validade.

– Cuidado com vendedores que querem trocar seu remédio, tenha sempre a receita em mãos.

– Não compre remédios vencidos ou muito próximos do vencimento.

 


Como o uso de remédios é grande, a chance de o idoso se enganar e tomar algum medicamento duas vezes ou esquecer de tomá-lo é recorrente, ainda mais caso o idoso tenha algum comprometimento cognitivo, visual ou motor. Como a adesão ao tratamento é essencial para se atingir os resultados esperados e as superdosagens podem ter repercussões graves, erros bobos assim devem ser evitados ao máximo. Mantenha a prescrição sempre organizada para não haver dúvida de qual e quantos comprimidos devem ser tomados em cada horário.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

 

Prevenção de quedas em idosos

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Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa vem aumentando consideravelmente e a expectativa é que este número cresça ainda mais. Apesar de todos avanços, uma coisa ainda não mudou: conforme envelhecemos, nosso organismo vai se tornando mais debilitado, de forma natural e gradual. E aí entra a prevenção de quedas em idosos.

Aproximadamente 80% dos idosos com mais de 90 anos não levantam de uma queda sem ajuda. Mais de 60% das vítimas de quedas não recebem ajuda em uma hora e não poderão viver de modo independente depois de se recuperarem da queda. É preciso estar atento à saúde dos mais velhos: estima-se que 30% desta população caia pelo menos uma vez ao ano.

São muitos os fatores associados à queda, como: fraqueza muscular, vertigem, diminuição do equilíbrio, confusão mental, uso excessivo de medicação; problemas de visão.

Mesmo idosos ativos e sem problemas de saúde podem sofrer acidentes, justamente por estarem mais expostos às atividades arriscadas. O avanço da idade demanda a ampliação dos cuidados e as medidas de prevenção no ambiente que uma pessoa mais velha vive.

Mantenha hábitos saudáveis

Praticar atividades físicas para fortalecer a musculatura e aumentar a flexibilidade, assim como manter uma hidratação adequada e alimentação equilibrada são hábitos muito importantes na prevenção de quedas em idosos.

Acompanhamento médico preventivo

As quedas podem ocorrer em decorrência de problemas de saúde que o idoso nem sabe que tem. Por isso, o acompanhamento médico é indispensável para a prevenção de quedas em idosos: comparecer às consultas de rotina com oftalmologista, otorrinolaringologista, cardiologista e geriatra, além de manter exames clínicos em dia, pode salvar vidas.

Iluminação

Os sentidos costumam ficar reduzidos com o avanço da idade e o declínio da visão pode trazer muitos perigos. O ideal é que a luz dos cômodos seja branca-azulada, o que equilibra visões turvas e amareladas. No quarto, é recomendado que haja um interruptor próximo à cama, para que o idoso não tenha que caminhar no escuro e, também, uma lanterna para uso em caso de falta de energia.

Os cômodos da casa mais utilizados pelo idoso devem receber atenção redobrada.

Se houver escadas ou desníveis no piso, faixas refletoras nos degraus ajudam na indicação do caminho.

Móveis e objetos

A existência de objetos no chão ou móveis em excesso pela casa pode contribuir para quedas. Cada cômodo pode apresentar riscos e os familiares devem estar atentos para a adaptação do ambiente ao idoso. A maioria das intervenções é simples e fazem muita diferença no cotidiano dos mais velhos.

Reduza ao máximo a quantidade de móveis da casa, mesmo que isso crie um ambiente desagradável, visto que idosos gostam de conservar quase tudo. Mesas, cadeiras, cômodas e criados-mudos em excesso transformam a casa em um labirinto, aumentando ainda mais os riscos de acidentes.

Prateleiras devem estar firmes e a uma altura que se consiga alcançar e eletrodomésticos devem estar bem instalados. Fios e cabos devem estar escondidos e organizados em canaletas.

Cama

A cama do idoso deve possuir altura adequada, de modo que ele firme o pé no chão ao sentar. Se a cama for muito alta, acidentes podem acontecer no processo de subir e descer da mesma.

A instalação de barras para auxiliar a subir e descer da cama pode ser necessária.

Banheiro

É o cômodo mais perigoso da casa, pois tem muitas armadilhas.

Para evitar escorregar, pode-se cobrir o piso com um revestimento antiderrapante. Em caso de tapete, ele deve ser inteiro e de preferência os antiderrapantes que fixam melhor no chão, pois tapetes soltos ou pequenos também representam perigo.

Além disso, a instalação de barras de apoio próximo ao vaso sanitário e no box mantém a autonomia do idoso. Caso ele tenha dificuldade de locomoção ou sinta-se inseguro, recomenda-se o uso de uma cadeira com pés emborrachados para que tome banho sentado.

Ainda sobre a área do chuveiro, retirar o box de vidro ou trocar por um de plástico é uma medida muito eficaz para evitar consequências mais graves em caso de acidente.

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Em alguns casos, pode ser necessário que as adaptações sejam mais complexas, alterando a estrutura dos cômodos ou mudando o quarto e rotina do idoso para um único andar da casa, evitando que ele tenha de subir ou descer escadas muitas vezes por dia.  Caso não seja possível, instale corrimão nas escadas e fitas antiderrapantes nos degraus.

Incentive o uso de calçados com sola de borracha, antiderrapantes, que sejam confortáveis e seguros aos pés.

O principal é que a família se envolva nesse processo e fique claro para o idoso que as providências são necessárias para prevenir acidentes e não para tirar sua autonomia.

Para garantir ainda mais tranquilidade, uma casa segura para idosos deve contar com um sistema de emergência pessoal. Além de adotar medidas para prevenção dos acidentes, é necessário ter como agir caso eles ocorram.

Se o idoso faz uso de medicação contínua, é importante ajudá-lo neste controle, para que o medicamento prescrito seja administrado na dose e hora certas.

As incidências mais recorrentes de queda ocorrem em casa, geralmente onde o idoso costuma se sentir mais seguro. Para evitá-las, é importante adaptar os ambientes, tornando a casa mais segura.

São inúmeras as consequências das quedas em idosos e, infelizmente, para eles, este acidente pode ser fatal. Dessa forma, é indispensável que haja conscientização de todos sobre a importância da prevenção das quedas.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

 

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