Tendinite

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A tendinite é a inflamação do tendão, uma estrutura fibrosa, como uma corda, que une o músculo ao osso. A inflamação se caracteriza pela presença de dor e inchaço do tendão e pode acontecer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum no ombro, cotovelo, punho, joelho e tornozelo.

À medida que o corpo vai envelhecendo, os tendões começam a perder a elasticidade, de modo que o risco de surgimento das tendinopatias se torne maior. Nesse sentido, a tendinite pode ter duas causas: a mecânica e a química.

A mecânica é provocada devido à realização de movimentos e de esforços prolongados, contínuos e repetitivos sobre o tendão. A causa química acontece devido a fatores e reações bioquímicas internas do corpo, como a alimentação incorreta e a produção e liberação de substâncias tóxicas pelo organismo, além da falta de drenagem adequada, o que gera a desidratação dos músculos e dos tendões.

A tendinite na mão é uma inflamação que acontece nos tendões das mãos localizados na parte dorsal e palma da mão. O uso excessivo e movimentos repetidos podem ser os causadores da tendinite, desenvolvendo sintomas como inchaço, formigamentos, ardências e dores nas mãos, mesmo com pequenos e leves movimentos.

Uma diferença entre tendinite e bursite pois a tendinite é a inflamação do tendão, a parte final do músculo que se liga ao osso, e a bursite é uma inflamação da bursa, uma pequena bolsa cheia de líquido sinovial que serve de “almofada” para determinadas estruturas como tendões e proeminências ósseas.

 

Quais são os tipos de tendinite mais comuns?

Tendinite de Aquiles — tendão situado entre o calcanhar e o músculo da panturrilha;

Tendinite do Manguito Rotador — chamado de “ombro de tenista”;

Epicondilite Lateral ou Medial — conhecida como ”cotovelo de tenista”;

Epicondilite Medial — conhecida como “cotovelo de golfista”;

Tenossinovite Estenosante de DeQuervain — tendão entre o polegar e o pulso;

Dedo em Gatilho — a bainha do tendão da palma da mão fica grossa e inflamada, formando nódulos.

 

Quais são os fatores de risco?

Existem situações que potencializam a probabilidade de surgimento da tendinite.

  • Falta de alongamento muscular que causa sobrecargas no tendão;
  • Envelhecimento — os tendões vão perdendo a flexibilidade à medida que envelhecemos. Isso os torna mais suscetíveis ao surgimento de lesões;
  • Doenças como diabetes e artrite reumatoide;
  • Postura inadequada— causa sobrecarga, maior atrito e lesão dos tendões;
  • estresse — causa fadiga e contraturas musculares, muitas vezes involuntárias;
  • Doenças autoimunes — as células de defesa do organismo confundem os tendões como uma estrutura desconhecida e agem com o intuito de destruí-las;
  • Movimentos repetitivos e esforço vigoroso, principalmente devido ao trabalho excessivo;
  • Praticantes de esportes como corrida, tênis, natação, basquete, golfe, beisebol etc.

 

Sintomas

Os sintomas da tendinite no ombro, braço ou antebraço incluem:

  • Dor num ponto específico do ombro ou antebraço, que pode irradiar para o braço, dificuldade em realizar algum movimento com o braço, como levantar os braços acima da cabeça e dificuldade em segurar objetos pesados com o braço afetado.
  • Dor no tendão que pode irradiar para a musculatura do entorno e que se torna mais forte conforme a área acometida é movimentada;
  • Sensação de que o tendão está crepitando quando se move;
  • Inchaço na região afetada;
  • Vermelhidão e calor na área acometida;
  • Aparecimento de um caroço por toda a região do tendão;
  • Diminuição da força;
  • Atrofia da musculatura, em casos mais graves;

Caso haja a ruptura do tendão, é possível sentir uma abertura ao longo dessa linha.

 

Causas

Surge usualmente através do excesso de repetições de um mesmo movimento (LER – Lesão por Esforço Repetitivo). Não é adquirida necessariamente no trabalho, mas com a difusão da inflamação, tornou-se uma importante doença ocupacional.

 

Diagnóstico

Os exames de imagem são chamados de exames complementares, ou seja, apenas complementam o diagnóstico. Existem alguns exames que podem ser feitos para identificar as tendinites, os mais comuns são ultrassonografia e a ressonância nuclear magnética.

 

Questionário sobre a dor
  • Onde é a dor?
  • Quando os sintomas começaram a se manifestar?
  • A dor surge quando você movimenta a região?
  • Você sofre de alguma doença autoimune?
  • Existe alguma lesão no local afetado?
  • Há algum inchaço ou vermelhidão?
  • Você executa movimentos repetitivos no seu emprego?
  • Você pratica algum tipo de esporte?
  • Você faz alongamentos com frequência?

 

Tratamento

Está baseado na causa em si. A tendinite é uma doença que tem cura. No entanto, para que o paciente consiga melhorar o quadro e se restabelecer totalmente, é essencial seguir à risca as determinações médicas e evitar os esforços físicos que causaram o problema, pelo menos até que o tendão se recupere, de fato. São cuidados muito importantes para prevenir o surgimento de lesões crônicas e até mesmo a ruptura do tendão.

O objetivo inicial do tratamento é diminuir e, se possível, inibir a dor. Para isto o repouso articular é base principal, conseguido através do afastamento do fator causal e de atividades que possam levar ao agravamento da lesão.

Um adequado aquecimento prévio e cuidar da postura são fundamentais. O uso de talas de plástico na área afetada como imobilização, calor úmido, e outras modalidades de terapia física ajudam na melhoria da dor aguda.

Analgésicos podem ser empregados. Em casos acentuados, curtos períodos de uso de corticosteróides podem ser necessários ou mesmo a infiltração intra-articular tem sua indicação.

A reabilitação física deve ser feita com o objetivo de tirar a dor, mas, sobretudo ela é utilizada como recuperação de amplitude de movimentos e prevenção de recidivas através de exercícios específicos e orientados por profissionais capacitados. Se uma infecção está presente, um antibiótico é necessário. A intervenção cirúrgica de tendinites é infrequente.

Melhora da ergonomia, da qualidade muscular, e principalmente, da autoestima, são fundamentais no sentido de prevenir novas lesões e/ou recorrências das antigas.

Caso o indivíduo não procure o tratamento adequado ou não siga as recomendações médicas, a tendinite pode piorar e trazer problemas sérios que demandam a realização de cirurgias de correção. É provável que a pessoa sofra com ruptura no tendão, enfraquecimento e atrofia dos músculos ao redor da área, por exemplo.

 

Prevenção
  • Correção da postura;
  • Desenvolvimento de campanhas de ergonomia no trabalho;
  • Alongamento dos músculos com frequência;
  • Fortalecimento da musculatura;
  • Inclusão de intervalos na rotina de trabalho;
  • Procedimentos cirúrgicos conforme a necessidade individual de cada paciente. Por exemplo: descomprimir o tendão, liberar aderências e reduzir as inflamações na região em torno do tendão, ressecar fibrose, retirar as calcificações etc.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

Bursite

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O ombro é uma das articulações mais complexas do nosso esqueleto, sendo formado por três ossos e vários músculos, tendões e ligamentos. Esta articulação permite a movimentação do braço de forma multiaxial, nos possibilitando uma grande amplitude de movimentos. Para facilitar o deslizamento, diminuir o atrito e amortecer o impacto entre as estruturas, existe a bursa, que é uma pequena bolsa com líquido lubrificante.

A dor no ombro é uma situação tão comum, que até 70% das pessoas terão este tipo de dor ao menos uma vez ao longo das suas vidas. Entre as várias causas possíveis de dor no ombro, a bursite é uma das mais comuns. Bursite é o nome que damos à inflamação da bursa.

Causas

A bursite no ombro pode ser provocada por diversos fatores, incluindo traumas ou movimentos excessivos e repetitivos do ombro, como no caso de jogadores de vôlei, nadadores, golfistas, tenistas, ginastas, praticantes de musculação, pintores, jardineiros, carpinteiros, empregados da limpeza ou qualquer outra atividade profissional que exija movimentos frequentes e repetitivos do ombro. Também pode ter origem em doenças inflamatórias sistêmicas, tais como a polimialgia reumática, gota, artrite reumatoide, lúpus, atrite psoriásica e esclerodermia.

Sintomas da bursite no ombro

A dor da bursite costuma se localizar na parte superior do braço, ao longo do músculo deltoide, podendo irradiar-se até quase o cotovelo. Pode ser acompanhada de sensibilidade ao pressionar a região ao redor da articulação, rigidez e dor ao mover a articulação. Pode surgir inchaço, calor ou vermelhidão na articulação, principalmente quando relacionadas a infecção.

A dor tende a iniciar-se de forma leve, agravando-se ao longo de dias ou semanas.  A dor da bursite agrava-se com a movimentação do braço, principalmente quando tentamos levantá-lo acima da linha do ombro. Como o tempo a dor torna-se presente mesmo com o braço em repouso.

À noite, a dor pode atrapalhar o sono, principalmente nos momentos em que o paciente dorme com o corpo virado de lado, em cima do ombro afetado. Com o agravamento da dor, o paciente começa a limitar os seus movimentos com o braço. Coçar as costas, vestir um casaco, fechar o zíper de um vestido, fechar o sutiã ou levantar o braço acima da cabeça tornam-se atitudes muito dolorosas.

Como o paciente sente dor, a tendência é que ele progressivamente utilize menos o ombro afetado. Essa restrição dos movimentos do ombro pode levar ao surgimento de um segundo problema, que é a capsulite adesiva, também conhecida como ombro congelado. A prolongada inflamação da bursa pode levar à deposição de cálcio na mesma, o que provoca calcificação, enrijecimento e perda da sua capacidade de proteger a articulação.

Se a bursite no ombro não for tratada nas suas fases iniciais, a inflamação tende a ser tornar crônica e de mais difícil resolução.

Diagnóstico da bursite no ombro

O diagnóstico da bursite no ombro é habitualmente feito após avaliação conjunta da história clínica, do exame físico e de exames de imagens. Durante o exame físico, o ortopedista fará alguns testes, movendo o seu ombro de diversas formas para tentar identificar quais são os movimentos que causam mais dor.  A radiografia do ombro não faz o diagnóstico da bursite, mas ajuda a descartar outras possíveis causas de dor no ombro, como lesões nos ossos ou osteoartrose.

Se após a completa avaliação clínica o ortopedista ainda tiver dúvidas do diagnóstico, o melhor exame de imagem para avaliar a bursa e os tendões é a ressonância magnética do ombro.

Tratamento da bursite no ombro

O tratamento inicial da bursite subacromial consiste em repouso do ombro, aplicação de gelo local e controle da dor com analgésicos e anti-inflamatórios. Se o tratamento inicial não apresentar resultados satisfatórios dentro de 72 horas, ou se o paciente tiver contraindicações ao uso de anti-inflamatórios, o médico pode optar pela aplicação de uma injeção intra-articular de corticosteroides. Em muitos casos de bursite do ombro, uma simples injeção intra-articular leva à cura do quadro. Após o controle da dor, a fisioterapia pode ser indicada, para que o paciente restabeleça sua força muscular e amplitude dos movimentos do ombro. Nos raros casos de bursite crônica que não respondem a nenhum tipo de tratamento, a cirurgia para remoção da bursa pode ser a solução.

Prevenção da bursite no ombro

Após o efetivo tratamento da bursite no ombro, algumas medidas podem ser implementadas para diminuir o risco de recorrência:

-Atividade física orientada por profissional para fortalecimento da musculatura;

-Alongamentos com orientação profissional;

-Evitar tarefas que exijam movimentos repetitivos do ombro durante muito tempo;

-Se não for possível evitar tarefas que sobrecarreguem os ombros, procure ao menos fazer algumas pausas durante o dia;

-Evitar atividades que causem dor no ombro;

-Usar as duas mãos para segurar ferramentas ou objetos pesados;

-Não ficar com o ombro imobilizado por longos períodos;

-Procurar manter boa postura ao longo do dia, principalmente durante o trabalho;

-Iniciar repouso e tratamento assim que a dor no ombro surgir.

 

Forte abraço

Dr Sergio Munhoz

Alergia em idosos

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Entre os problemas de saúde próprios da velhice, a alergia em idosos é um dos principais motivos da ida ao consultório médico ou ao posto de saúde, com impactos consideráveis sobre a qualidade de vida e ao bem-estar desses pacientes.

As reações alérgicas são reações de hipersensibilidade, respostas inadequadas do sistema imunológico a uma substância que normalmente é inofensiva. Geralmente as alergias causam olhos lacrimejantes e pruriginosos, corrimento nasal, prurido na pele, erupções cutâneas e alguns espirros. Entre 5% e 10% dos idosos têm algum tipo de alergia.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, as três principais causas de alergias em pacientes com mais de 60 anos de idade a são a rinite alérgica, a asma e a tosse. Seguem as manifestações dermatológicas, o prurido, a urticária, alergia a medicamentos e dermatite de contato.

Os sintomas costumam ser sistêmicos e podem ser bem mais graves. Já o outro tipo é a alergia com reação tardia. Pode demorar de 48 horas a 72 horas para se manifestar. Os sintomas são mais leves e consistem em inflamação e coceira, em geral.

Alergias respiratórias
RINITE ALÉRGICA

Espirros repetidos, coriza abundante, entupimento e coceira nasal. À medida que o processo inflamatório alérgico piora, compromete-se a mucosa, resultando em manifestações em olhos, ouvidos, seios da face, garganta e pulmões.

Podem ocorrer também lacrimejamento e coceira nos olhos, céu da boca, ouvidos e garganta. É comum a sensação de corrimento de secreção pela parte de trás do nariz para a garganta, que pode provocar pigarro ou tosse insistente.

Nas manifestações mais intensas e demoradas de rinite, a secreção pode se modificar e tornar-se pegajosa, espessa e amarelada, principalmente quando ocorre infecção secundária no nariz e nos seios da face.

ASMA

Manifesta-se por crises de “falta de ar”, “chiado no peito”, cansaço e tosse, sintomas determinados por uma inflamação crônica e persistente das vias respiratórias. A asma compromete cerca de 10% da população sendo que nos idosos é bastante frequente, a despeito do mito de que a asma “cura com a idade”.

As crises de asma podem variar desde uma leve sensação de cansaço até sufocação grave. Como é uma doença dinâmica, pode se manifestar de modo diferente num mesmo paciente, ora de forma discreta e controlada, ora grave e, sob certas circunstâncias, evoluindo rapidamente para uma crise descompensada.

TOSSE

A tosse é uma queixa comum e pode ser um problema no caso dos idosos. Em primeiro lugar, por ser incômoda e interferir na qualidade de vida, do sono e do repouso noturno. Além disso, em grande parte dos casos, inicia-se a busca de alívio com xaropes caseiros, antitussígenos e expectorantes, que vêm se somar aos medicamentos que o idoso já utiliza. Contudo, é essencial buscar a causa da tosse, pois pode ser o sinal de diversas doenças, desde resfriados simples até problemas mais sérios.

Idosos podem ter a chamada “tosse crônica” de duração arrastada que pode estar associada com a alergia e necessitar tratamento especializado. Também pode ser causada por remédios para controlar a hipertensão e ser confundida com a alergia.

É importante ressaltar que a tosse nos idosos não é um problema banal controlado apenas por xaropes ou antitussígenos, mas é sobretudo um sinal de comprometimento do organismo por fatores importantes, e por isso a causa da tosse deve ser pesquisada.

Uma vez identificado o quadro de alergia respiratória, é preciso dar início ao tratamento, que consiste no combate aos agentes alergênicos e no uso de medicamentos para abrandar a resposta inflamatória e reduzir os sintomas.

ALERGIA NOS OLHOS

Os olhos se modificam com a idade, tornando-se mais secos e propensos a fatores irritativos. Soma-se ao fato de que as pessoas idosas em geral usam colírios com frequência, o que pode gerar ardência e desconforto, confundindo com alergia. As manifestações alérgicas nos olhos podem comprometer as pálpebras, cílios, conjuntiva, córnea e úvea. São as blefarites, conjuntivites, uveítes.

A alergia ocular compreende principalmente as conjuntivites alérgicas, sendo que o tratamento consiste na redução da exposição ao alérgeno e no alívio dos sintomas.

 

Alergias dermatológicas
COCEIRA OU PRURIDO

Coceira na pele é uma manifestação comum em idosos, devido às características da pele nesta faixa etária. É um sintoma que pode acompanhar várias situações de saúde e condições da pele. Pode ser sinal de problemas dermatológicos, doenças orgânicas ou ainda alterações emocionais.

URTICÁRIA

É uma erupção na pele manifestada por placas avermelhadas salientes, de tamanho variado, com coceira intensa. A urticária representa cerca de 1/3 das causas de consultas em clínicas ou ambulatórios voltados para atendimento de doenças cutâneas alérgicas. Entre os pacientes com mais de 60 anos, ocupa posição de destaque pela dificuldade de seu manuseio.

A urticária se manifesta por pontos e placas salientes, pápulas, em geral de aspecto avermelhado, de tamanho variável desde milímetros até vários centímetros. As lesões podem ser isoladas ou se juntar formando grandes placas. São normalmente bem delimitadas e costumam coçar muito. As pápulas têm duração fugaz, pois evoluem em algumas horas, desaparecendo sem deixar vestígios e mudam de localização, aparecendo ora num local do corpo, ora em outro.

ECZEMA DE CONTATO

Os eczemas de contato são produzidos pela ação direta de determinadas substâncias sobre a pele. Essas substâncias podem agir como irritantes da pele ou por mecanismos alérgicos. O aumento da industrialização determina uma maior exposição a novos produtos químicos capazes de provocar dermatite de contato. No idoso, particularmente, é importante destacar o papel de medicações de uso local, cremes, pomadas, loções, provocando eczemas. Outras causas em idosos incluem: cosméticos, bijuterias, produtos de limpeza.

Até mesmo as medicações de uso local, como pomadas e loções, podem causar o eczema, o que nos leva a analisar um último tipo de alergia em idosos.

 

Testes alérgicos

O teste de alergia é um tipo de exame de diagnóstico que serve para saber se a pessoa tem ou não algum tipo de alergia como a alergia de pele, alimentar, medicamentosa ou até respiratória. Geralmente, o teste de alergia é feito no consultório do alergologista ou dermatologista, e é recomendado quando a pessoa apresenta coceira, inchaço ou vermelhidão na pele. Esses testes também podem ser feitos através de exames de sangue, que determinam quais as substâncias dos alimentos ou ambiente têm maior risco de provocar alergia.

O teste de alergia pode variar entre 200 e 300 reais, dependendo do tipo de alergia que se está tentando diagnosticar.

Como é feito

Para fazer o teste de alergia, dependendo do tipo de alergia, o médico irá recomendar um dos seguintes testes de alergia na pele:

Teste de alergia no antebraço: deixa-se pingar, no antebraço do paciente, algumas gotas da substância que se pensa causar alergia, ou faz-se algumas picadas, com uma agulha com a substância, e aguarda-se 20 minutos para verificar se o paciente tem reação.

Teste de alergia nas costas: também conhecida por teste de alergia de contato, consiste em colar uma fita adesiva nas costas do paciente com uma pequena quantidade da substância que se julga causar alergia ao paciente, depois deve-se esperar até 48 horas e observar se surge alguma reação na pele.

 

Os testes de alergia cutâneos podem ser feitos para detectar uma alergia em qualquer pessoa, incluindo em bebês, e a reação positiva consiste na formação de uma bolha vermelha, como uma picada de mosquito, que leva ao inchaço e coceira no local.

Além destes testes, o paciente pode fazer um exame de sangue para avaliar se existem substâncias no sangue que indicam se o indivíduo tem algum tipo de alergia.

No caso de alergia alimentar, como alergia ao leite, glúten ou ao camarão, por exemplo, o médico pode recomendar ainda a realização de um teste de provocação oral, que consiste em ingerir uma pequena quantidade do alimento que causa alergia e verificar a reação.

 

ALIMENTOS E ALERGIA

Alimentos como ovo, leite e amendoim estão entre os principais responsáveis por causar alergia alimentar, um problema que surge devido a uma reação exagerada do sistema imunológico contra um alimento ou uma substância do alimento.

 

Como se preparar para o teste

O preparo para o teste de alergia deve incluir: eliminar o uso de anti-histamínicos, como Hidroxizina ou Clemastina, por exemplo, duas semanas antes de realizar qualquer teste de alergia, pois pode interferir com os resultados, impedindo a reação à substância a que é alérgico; evitar a aplicação de cremes na pele, já que pode levar a um resultado errado, quando realiza teste de alergia cutâneo.

Além destas orientações, o paciente deve cumprir todas as indicações especificas que o médico indicou, para que o teste de alergias informe corretamente a causa da alergia.

 

Prevenção de alergia em idosos

Diante desse cenário, é muito importante adotar medidas de prevenção de crises alérgicas em pessoas mais velhas, o que evita a necessidade de atendimento ambulatorial, consultas especializadas, novos tratamentos medicamentos e diversas limitações.

  • Adote uma rotina especial de limpeza da casa: alérgenos como ácaros, fungos, pelos de animais, células descamadas da pele e fragmentos de insetos fazem parte da poeira doméstica: o principal causador de rinite e asma alérgica, tosse, irritação nos olhos e até mesmo na pele. Por isso, é preciso adotar uma rotina de limpeza especial pelo menos uma vez por semana, seguindo medidas como utilizar um pano úmido para limpar o piso e as superfícies dos móveis em vez de vassoura e espanador, que apenas espalham a poeira pela casa.
  • Ter cuidados com o colchão, o travesseiro e a roupa de cama: o colchão é o campeão no acúmulo de ácaros dentro de uma casa, seguido pelo travesseiro. Por isso, é preciso adotar cuidados como utilizar uma capa antialérgica nesses dois objetos e colocá-los para tomar sol pelo menos uma vez por semana. Além disso, o colchão deve ser virado a cada 15 dias e trocado a cada três anos.
  • O travesseiro deve ser lavado somente a seco, não pode ser de penas e precisa ser trocado a cada dois anos, pois dois terços de seu peso serão compostos por ácaros nesse período.
  • Recomenda-se dar preferência aos edredons em vez de cobertores de lã, pois eles acumulam menos pó. Eles devem ser lavados uma vez por mês e expostos ao sol uma vez por semana.
  • Lençóis e fronhas devem ser preferencialmente antialérgicos e devem ser trocados, lavados e passados com ferro quente uma vez por semana.
  • Evitar o acúmulo de objetos: pessoas idosas muitas vezes tendem a acumular objetos como roupas, peças de madeira, utensílios domésticos, revistas e jornais, que são muito sujeitos a acumular poeira doméstica. Por isso, é necessário ajudá-los a não guardar tantos itens desnecessários.
  • Além disso, deve-se reduzir ao máximo o número de objetos de decoração, que também juntam muito pó, e evitar que os armários fiquem entulhados, pois isso dificulta a limpeza – que deve ser semanal -, e impede a circulação do ar e favorece o desenvolvimento de bolor.
  • Utilizar um purificador de ar na casa e no quarto do idoso: por mais que se limpe a casa, os ácaros se reproduzem em grande velocidade e é impossível conter totalmente a entrada de alérgenos como pólen, cheiros fortes e fumaça de cigarro. Dessa forma, é muito importante contar com um purificador de ar na prevenção das alergias. Modelos como o purificador de ar Sterilair funcionam com altas temperaturas que não apenas ácaros, fungos e odores, mas também eliminam bactérias causadoras de outras doenças. Além disso, ele tem baixo consumo de energia e é ideal para ficar ligado o tempo todo. Uma boa ideia é manter um purificador de ar nos ambientes mais frequentados pela pessoa idosa, como a sala e o quarto, garantindo o controle ambiental permanente.
  • Evitar o contato com materiais que desencadeiam o eczema: entre os idosos, uma das principais causas de eczema de contato é o uso de medicamentos tópicos como cremes, pomadas e loções, por isso eles devem ser desestimulados a praticar a automedicação.
  • Outras causas importantes dessa alergia de pele são cosméticos, tinta para cabelo, esmalte, removedor de esmalte, bijuterias, repelente de insetos e algumas plantas hera-venenosa, casca de manga, sendo essencial retirá-las do dia a dia do idoso.

 

Controlar os medicamentos utilizados pela pessoa idosa

Com as condições associadas ao envelhecimento, como hipertensão, colesterol alto, hipertensão, diabetes e outros distúrbios, é comum que os idosos utilizem diversos medicamentos concomitantemente.

Porém, essa população apresenta uma maior propensão ao esquecimento e à confusão entre os remédios, o que diminui a eficácia dos tratamentos e aumenta o risco de interações indesejadas.  Este aumento do uso pode resultar em reações adversas, como as reações alérgicas a medicamentos. Alguém que sempre tomou um remédio e nunca teve nada, um dia toma este mesmo remédio e fica com inchaços pelo corpo. Isto acontece porque a alergia não surge da primeira vez e sim quando já se tomou aquele remédio por várias vezes.

Analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios como aspirina, dipirona, diclofenaco e ibuprofeno, antibióticos, diuréticos e anti-hipertensivos, além de contrastes iodados e anestésicos.

Dessa forma, todo medicamento consumido por uma pessoa idosa deve ser recomendado pelo médico, e o tratamento deve ser acompanhado por esse profissional para evitar as reações alérgicas.

 

Tratamento

O tratamento  das alergias nos idosos não diferem daquele nas demais faixas etárias, na maior parte das vezes; contudo, os idosos podem ter outras doenças associadas, além da alergia, e usarem outros medicamentos,  por isso, os cuidados devem ser rigorosos para avaliar que se obtenha o melhor resultado de forma segura e eficaz.

Medidas preventivas seguramente resolverão a maioria dos processos alérgicos.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

Infecção urinária no idoso

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A infecção urinária ocorre em todas as idades, desde crianças até idosos – passando por adolescentes, adultos e grávidas. Um em cada cinco idosos tem infecção urinária alta, ou seja, nos rins, e esse número dobra após os 80 anos.  Impedir que a contaminação atinja os rins é crucial para evitar um problema de saúde mais grave.

Fatores de risco

O maior risco de infecção urinária é a partir dos 65 anos: 10% dos homens e 20% das mulheres apresentam o problema. A imunidade mais baixa, doenças crônicas e outros problemas que aparecem com a idade, como diabetes, demência, aumento da próstata e atrofia vaginal, podem favorecer contaminações por bactérias, que muitas vezes, aparecem sem sintomas claros, como a febre. O risco é que elas se transformem numa infecção generalizada podendo ameaçar a vida do paciente.

Infecção urinária baixa e alta

A infecção urinária baixa, também conhecida como cistite, só produz sintomas relacionados ao trato urinário, urina com forte odor e sangue, dor e dificuldade para urinar. Depois de começar na bexiga, a infecção pode subir pelo ureter até atingir os rins e ocasionar a infecção urinária alta – pielonefrite. Neste caso, os sintomas são dor, mal-estar, vômitos e, no estágio mais grave, febre. Qualquer cistite pode levar à pielonefrite, mas, em 80% a 90% dos casos, a infecção urinária alta é provocada por uma bactéria presente no trato intestinal, a E.coli (Escherichia coli), que tem predileção pelo revestimento da bexiga.

Causas

O agente bacteriano mais comum nas é a E. coli em 90% dos casos. Outras bactérias com maior freqüência nos idosos são: Proteus, Klebisiella, Enterobacter cloacal, Citrobacter fecundii, Providenciae stuantii e Pseudomonas aeruginosa. Entre os organismos gram-positivos, os estafilococos, enterococos e o estreptococo grupo B são os mais frequentes.

 

Riscos em idosos
Mulheres

As mulheres jovens são mais propensas a ter infecção porque têm o canal urinário mais curto e próximo do ânus, o que favorece a contaminação por microrganismos. Já nas mulheres idosas esse risco se eleva com a diminuição da produção de estrogênio, que causa, entre outras alterações, o ressecamento e a inflamação das paredes vaginais, que podem levar à atrofia vaginal.

As relações sexuais também são um fator de risco. Tanto que a “cistite da lua de mel” é a infecção urinária que pode acontecer depois da relação sexual, já que o pênis pode ajudar a levar bactérias para dentro da vagina.

Uso de Fraldas

Os idosos, devido à incontinência urinária, precisam usar as fraldas geriátricas com frequência. A fralda é abafada, úmida (se tiver com urina), criando um ambiente favorável para o aumento das bactérias na região vaginal. Além disso, o idoso tem mais predisposição ao problema já que a imunidade pode estar mais baixa com o avanço da idade.

Outros maus hábitos como beber pouca água, sentir vontade de urinar e não ir ao banheiro e falta de cuidados com a higiene pessoal também contribuem para o problema.

Homens

No homem idoso, a causa principal é devido ao aumento da próstata, dificultando o esvaziamento da bexiga e causando infecções. Por conta desses fatores, nos idosos, a infecção pode tomar conta do corpo sem febre ou alterações na urina com odor, sangue ou pus, mas podem aparecer alterações sensoriais e mentais inespecíficas.

 

Prevenção

Se você já teve uma crise de infecção urinária, duas medidas simples podem ajudar: beba bastante água diariamente e não deixe de ir ao banheiro quando sentir vontade de urinar.

Procure, sempre que for ao banheiro, limpar a região do períneo com o papel higiênico no sentido da frente para trás. Do contrário, poderá trazer as bactérias que estão na região intestinal para dentro da vagina, causando a infecção da mesma forma. O sentido da ducha também é sempre de cima para baixo.

Urinar logo depois da relação sexual também pode ajudar aquelas pacientes com cistite de repetição. O xixi lava a uretra ajudando a eliminar bactérias que possam ter entrado durante o ato.

Portanto para evitar esse quadro, o ideal é realizar controles periódicos e adotar algumas medidas preventivas, como redobrar os cuidados com a higiene, beber água suficiente para ir ao banheiro de 6 a 7 vezes por dia, ir ao banheiro sempre que sentir vontade de urinar e conferir o aspecto da urina — quando ela está saudável, deve ser amarela clara, quase transparente, sem espuma ou cheiro muito forte.

Mulheres

Para as mulheres, pode ser indicada a reposição hormonal com estrógeno para o tratamento tópico da infecção urinária.

Homens

Já os homens devem realizar exames de sangue e de toque retal para verificar se a causa da dificuldade de urinar é o aumento da próstata.

 

Complicações

Entre as causas de confusão mental que não são relacionadas com problemas neurológicos estão: infarto do miocárdio, hipoglicemia e hiperglicemia, uso de corticoides, insuficiência hepática, insuficiência renal e autoimunidade e infecções, especialmente infecção urinária. As confusões desaparecem logo que estes problemas são tratados.

Os idosos muitas vezes não têm os sintomas clássicos da infecção urinária e a família precisa ficar atenta pois muitas das vezes, ficam mais sonolentos, mais agitados. Isso é indício de infecção.

 

Diagnóstico

Quando a paciente tem infecção urinária, o primeiro passo antes de tratar é reconhecer qual é a bactéria responsável pelo problema. Colher uma cultura de urina é fundamental.

Caso seja a primeira vez que a paciente faz a queixa dos sintomas da infecção urinária, o ideal é que um exame de imagem também esteja associado para o diagnóstico com cálculo renal, que pode ser uma possibilidade. O cálculo obstrui a urina que já está infectada com as bactérias. Quem toma remédio por conta própria pode, dessa maneira, ao invés de se livrar logo das dores ao urinar, fortalecer uma bactéria que não deveria permanecer no organismo.

Caso o paciente esteja em estado crítico, onde seja observada a possibilidade da doença evoluir para uma infecção generalizada, com falência de órgãos, medidas drásticas como suporte da respiração e do coração poderão ser tomadas.

 

Tratamento

Nas infecções urinárias não complicadas, algumas questões devem ser definidas: quem necessita de tratamento com antibióticos? Naqueles com indicação terapêutica – quais agentes antimicrobianos devem ser empregados e qual a duração do tratamento?  Que medidas clínicas, além de antibióticos, podem ter utilidade?  E quais as orientações higieno-dietéticas?

Como norma geral, pacientes idosos com bacteriúria assintomática não devem ser tratados com antibióticos, pois existe o risco desnecessário de seleção de bactérias mais resistentes, da interação e reação alérgica às drogas, além dos custos do tratamento. Aumento de hidratação e deambulação dos enfermos é recomendável. Essa regra não deve ser seguida em algumas situações, como nos casos de obstruções do trato urinário, quando houver necessidade de procedimento invasivo e em doenças com potencial de interferir com a resposta orgânica, como o diabete não compensado.

 

Perguntas frequentes
Segurar o xixi pode causar infecção urinária?

Segurar o xixi não vai causar esse problema. Porém, quem bebe pouco líquido e deixa para urinar quando a bexiga está extremamente cheia – períodos que podem chegar a até 6 horas – pode dar mais chance para a bactéria alcançar a bexiga e se instalar, originando a infecção. Desse modo, a infecção não está associada a segurar o xixi, mas sim a ingerir pouco líquido, pois quem bebe muito não consegue aguentar períodos tão longos sem ir ao banheiro.

Levantar várias vezes durante a noite para fazer xixi é normal?

Não. É considerado dentro da normalidade, no máximo, 8 idas ao banheiro em 24 horas. Mas, em média, uma pessoa urina 1,5 L por dia e, especificamente à noite, há uma menor produção por conta da liberação do hormônio antidiurético. É comum ir uma vez ao banheiro no período noturno. Passando desse número, é possível que seja algum problema, como produção maior de urina ou bexiga de pequena capacidade.

Por que algumas pessoas sentem vontade de fazer xixi com muita frequência?

Pessoas que ingerem muito líquido vão mais vezes ao banheiro. O que não é comum é ir com muita frequência ao banheiro sem ter a ingestão de líquido aumentada. Nesta situação, é possível que a bexiga tenha pequena capacidade.

Fazer xixi antes de sair de casa para esvaziar a bexiga, “por precaução”, pode evitar complicações?

Sim. Infelizmente, ninguém está livre de incidentes ou acidentes. E uma bexiga cheia corre o risco de ruptura. Piora ainda no sexo masculino, onde trauma uretral pode deixar impossibilitado por meses devido à realização de reparos cirúrgicos.

Beber água o dia inteiro é realmente bom para a saúde?

Algumas pessoas realmente precisam beber mais líquido, por exemplo, quem tem formação de cálculo renal ou faz uso de medicamentos, pois o hábito dilui a urina e evita a formação de pedra. Por outro lado, quem tem insuficiência cardíaca deve evitar quantidades elevadas. Já quem não tem nenhum problema de saúde não precisa beber água além da quantia padrão recomendada.

A melhor maneira de saber se está tomando a quantidade de líquido adequada é olhar o xixi. Se estiver muito concentrado, significa que está com pouco líquido no corpo e então é necessário beber mais. O ideal é que a urina esteja em um tom amarelo claro.

Beber água realmente previne pedra no rim ou quem tem predisposição terá de qualquer jeito?

A formação de cálculo renal está associada ao componente hereditário e constitucional da própria pessoa. Quando se bebe mais líquido, a urina fica mais diluída, evitando assim, a formação de cálculo renal. No caso de quem já tem a pedra, o hábito de ingerir líquido também é indicado a fim de evitar o crescimento do cálculo já existente. Porém, mesmo bebendo líquido, a predisposição genética aumenta a chance de desenvolver o problema.

Como prevenir a infecção urinária?

A infecção urinária não tem fatores muito fáceis de prevenção.  Entre esses fatores estão a anatomia da uretra, o canal da urina e a distância desse canal com o ânus. De qualquer forma sempre se recomenda a ingestão de líquidos e boa higiene.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

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