Sono

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Sono é um estado de consciência que se alterna periódica e regularmente ao da vigília, ou estado desperto, em que há repouso normal e periódico, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.

Ele é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência. Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono.

No ser humano o ciclo do sono é formado por quatro estágios e duram cerca de noventa minutos cada um, podendo chegar a 120 minutos. O sono é importante para a recuperação da saúde em situação de doença enquanto a privação deste pode afetar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária.

Neste artigo falaremos sobre as fases do sono, quantidade de horas dormidas, perfis do sono e apneia, finalizando com sono de idosos.

Horas de sono

O total de horas de sono varia de pessoa para pessoa. De acordo com cada faixa etária há um número médio de horas.

Recém-nascidos podem dormir no dia até 20 horas. Crianças acima de dois ou três anos dormem em média 18 horas. Pré escolares 15 horas. Jovens até 12 horas e adultos normalmente entre as sete e as oito horas.

 

Polissonografia

O grande avanço no estudo do sono deve se à polissonografia. Através dela foi possível identificar o ciclo, as fases, os tempos de cada período e compreender melhor situações que propiciam à insônia.

Clínicas especializadas tem em seus quadros profissionais da área de neurologia, otorrinolaringologia, fonoaudiologia, cirurgiões dentistas, psicologia com intuito de abordar formas adequadas de tratamento.

 

Fases do sono

Um ciclo do sono dura cerca de noventa minutos, ocorrendo de quatro a cinco ciclos num período de sono noturno.

 

Sono não REM

REM significa Movimento Rápido dos Olhos. O sono não-REM ocupa cerca de 75% do tempo do sono e divide-se em três períodos distintos conhecidos como estágios N1, N2 e N3.

Estágio N1

Começa com uma sonolência. Dura aproximadamente cinco minutos. A pessoa adormece. É caracterizado por um EEG semelhante ao do estado de vigília. Esse estágio tem uma duração de um a dois minutos, estando o indivíduo facilmente despertável.

Estágio N2

Caracteriza-se por a pessoa já dormir, porém não profundamente. Dura cerca de cinco a quinze minutos.

Estágio N3

Esse estágio tem a duração de cerca click here de quinze a vinte minutos, inicialmente, seguidos por quarenta minutos de sono profundo.

 

É muito difícil acordar alguém nessa fase de sono. Depois, a pessoa retorna ao início do terceiro estágio (por cinco minutos) e ao segundo estágio (por mais quinze minutos). Entra, então, no sono REM.

O sono Não REM tem papel na recuperação de energia física.

 

Sono REM

O sono REM caracteriza-se por uma intensa atividade registrada no eletroencefalograma seguida por flacidez e paralisia funcional dos músculos esqueléticos. Nesta fase, a atividade cerebral é semelhante à do estado de vigília. Este estágio do sono caracteriza-se pela secreção do hormônio do crescimento promovendo a síntese proteica, o crescimento e reparação das células.

Nesta fase do sono, a atividade onírica é intensa, sendo sobretudo sonhos envolvendo situações emocionalmente muito fortes.

É durante essa fase que é feita integração da atividade cotidiana, isto é, a separação do comum do importante. Estudos também demonstram que é durante o REM que sonhos ocorrem. É essencial para o bem-estar físico.

 

Perfis de Sono

É possível identificar na polissonografia pessoas matutinas, vespertinas e noturnas.

As matutinas são as conseguem dormir mais cedo, geralmente às 21-22 h e às 5-6h da manhã estão despertas. Conseguem render nos estudos e trabalho bem até o final do dia.

As pessoas vespertinas têm um ritmo de sono particular onde dormem após meia noite, uma ou duas da manhã e acordam às 10-11 h. Sua produção maior será no período da tarde.

Finalmente as noturnas são aquelas que “trocam o dia pela noite”. Dormem normalmente após as 4-5h da manhã e despertam após 14-15h. O rendimento máximo se faz durante as madrugadas.

Identificar o padrão de sono das pessoas facilita compreender melhor horário de estudo, de trabalho, de atividade física.

 

Apneia do Sono

A apneia do sono é uma situação grave especialmente em indivíduos com sobrepeso ou obesidade. Agrava-se nos pacientes com obesidade mórbida. É caracterizada por períodos de parada da respiração, por tempos curtos ou alongados, pode desencadear arritmias e paradas cardíacas durante o sono.

Idosos podem ter graves períodos de apneia do sono devido à deformação craniofacial – da cabeça e face – no processo do envelhecimento com queda da língua e dificultando a respiração. O cérebro fica privado de oxigênio.

 

Sono em idosos

O sono em idosos requer um capítulo à parte.

O envelhecimento traz dificuldades e especialmente algumas doenças instaladas fazem com que o dia seja longo e às vezes a ociosidade impõe. Um cochilo pela manhã, outro à tarde e então à noite o sono não chega. Horas se passam e a expectativa de ver o sol nascer é grande para mais um dia.

Assim, repete-se por meses, até anos, graus de insônia contribuindo mais para piorar o corpo.

Fazer um exame de polissonografia é fundamental antes de prescrever medicamentos. Identificar todas as possíveis alterações que se somam às causas de insônia é a melhor decisão.

 


 

Desta maneira, deve-se manter o peso em bom nível. Evitar drogas, bebidas e cigarro e manter uma boa atividade física propiciam um boa noite de sono.

Dormir bem é fundamental para recuperação das atividades hormonais, celulares, físicas e mentais do corpo. Portanto, deixar de dormir ou deixar de ter um sono reparador desencadeará processos inflamatórios, degenerativos e contribuirá para diminuir a imunidade.

Em idosos, particularmente com sobrepeso e obesos, a falta de um bom sono associada às doenças preexistentes, como as cardiovasculares, pulmonares e endocrinológicas, aumenta o risco de morte.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz