Pneumonia no Idoso

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A pneumonia é uma inflamação dos pulmões causada por agentes infecciosos, especialmente vírus e bactérias. É uma das principais causas de internação hospitalar e no Brasil, e representa a quarta causa de hospitalização em idosos.

Com o envelhecimento populacional, as doenças infecciosas aumentaram na população e a pneumonia é a mais preocupante pois pode causar quadro grave, levando à morte.

Fatores de Risco

Idade

Inúmeros fatores estão associados à maior ocorrência de pneumonia em idosos. Em primeiro lugar a idade, especialmente acima dos 65 anos.

Tabagismo

Entre os maiores fatores de risco está o tabagismo. Não bastassem as quase cinco mil substâncias expelidas pelo cigarro, a ação destas substâncias sobre a mucosa bronco-bronquíolo-alveolar acarreta diminuição do muco e vilosidades, propiciando ambiente propício à infecção. A situação se agrava pela presença de doenças associadas, tais como diabetes, hipertensão, asma, insuficiência cardíaca.

Desnutrição

Entre os idosos, anemia e desnutrição estão frequentemente presentes, o que torna necessárias frequentes hospitalizações, contribuindo para aquisição bacteriana

Moradia

Cada vez um número maior de idosos moram em instituições de longa permanência, e nem sempre os cuidados são preventivos.

Postura

Muitos idosos fazem uso de medicamentos para dormir, o que pode facilitar a ocorrência de aspirações produzindo broncopneumonias.

Sonda gástrica

Idosos com sequelas de derrame, doença de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica e Alzheimer, em períodos bem avançados da doença, usam sondas gástricas para alimentação, o que propicia risco de aspirações pulmonares.

Alcoolismo

Pacientes alcoólatras possuem sistema de defesa do organismo mais frágil, o que pode contribuir para pneumonias.

Envelhecimento

Uma das alterações da musculatura do tórax é a diminuição da força dos músculos que ajudam na respiração e na tosse, tornando os pacientes susceptíveis a adquirir pneumonia.

Todos esses fatores favorecem o acúmulo de secreções no pulmão, que se tornam excelente meio de cultura para o crescimento das bactérias e desenvolvimento da pneumonia.

Apresentação da doença

Sintomas da pneumonia em idosos são muito diferentes do quadro clássico da doença em adultos, fazendo com que o diagnóstico seja mais difícil de realizar. Nem sempre há presença de febre, tosse com catarro e dor no peito associada à tosse e à respiração. E a radiografia de tórax no idoso poderá ser normal ou mostrar poucas alterações.

A presença de queda do estado geral, redução do apetite, desânimo e alteração do estado mental poderão ser indícios de quadro infeccioso pulmonar.

É importante observar que em idosos com alteração aguda do estado mental, sem quadro aparente, deverá ser pesquisada pneumonia, especialmente pois costuma ser mais grave, espalhando-se para o sangue e podendo levar à morte.

Tratamento

O tratamento da pneumonia no idoso pode ser feito em domicílio ou ambiente hospitalar, dependendo do quadro clínico, da idade e de doenças associadas. Muitas vezes, quando um paciente chega ao pronto socorro, seu quadro já é tão grave que é necessária a internação em UTI.

Para doentes com pneumonia ocasionada por bactérias, o tratamento indicado será o emprego de antibióticos, que são administrados o mais precocemente possível. Entretanto, para pacientes diagnosticados com pneumonia viral, o tratamento será sintomático, como analgésicos, antitérmicos e sem uso de antibióticos. Importante observar, de maneira geral, não está indicado o uso de xaropes contra a tosse, já que a tosse é um mecanismo protetor dos pulmões.

Prevenção

Vacinação

Existem diversas maneiras de se reduzir ou evitar a ocorrência de pneumonia, em especial pelo uso de vacinas contra a gripe, que deverá ser feita anualmente. A contra o pneumococo deve ser tomada em uma dose, com um reforço depois de cinco anos.

Cuidados gerais

Constituem as medidas mais importantes: uma boa higiene oral, um posicionamento correto – elevando-se a cabeça no leito – , boa alimentação e controle das doenças crônicas associadas.

Fisioterapia pulmonar

O suporte da fisioterapia pulmonar com objetivo de realizar movimentos mais ativos dos pulmões e eliminação das secreções é facilmente realizado, muitas vezes no próprio lar ou em clínicas apropriadas.

Pneumonia é contagiosa?

Normalmente os quadros de pneumonias não são transmissíveis e nem contagiosos. Contudo, quando alguém tosse na nossa frente, só é possível pegar a pneumonia se nossa defesa orgânica estiver muito debilitada, especialmente em pacientes portadores de doença pulmonar, de câncer, anemia intensa e importante desnutrição.

Portanto, familiares e cuidadores que acompanham diuturnamente idosos, especialmente com doenças crônicas associadas, devem ficar atentos quando idosos iniciam quadro agudo de confusão mental e desorientação pois, com o diagnóstico e tratamento precoce, a possibilidade de cura é maior.

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

Prevenção contra cânceres

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Câncer de colo de útero

Prevenir-se de um dos tipos de cânceres mais comum no mundo e no Brasil, como o câncer de colo do útero, é fundamental. Comprovadamente este tumor está intimamente ligado a relações sexuais, pessoas com multiparceiros, pessoas que tiveram multipartos vaginais e ao vírus herpes genital. A questão da higiene é fundamental. Atinge mulheres entre 30 e 50 anos.

Prevenção: O cuidado é evitar relações sexuais com diferentes parceiros. Sempre utilizar preservativo de maneira correta. Verificar verrugas ou feridas genitais. Evitar corrimento genital abundante com dor forte e sangue.

Pode não haver sintomas. Em alguns casos, pode ocorrer sangramento irregular ou dor. Importante fazer semestralmente o exame Papanicolau e tomar vacina contra o HPV.

Câncer de mama

Utilizar todas as estratégias para prevenção do câncer da mama, o de maior prevalência nas mulheres em todo mundo, é um desafio mundial. Estatisticamente 29% de todos tumores no sexo feminino são mamários. Geralmente o diagnóstico é após 40 anos de idade. Os cuidados deverão ser maiores quando há história da doença em parentes de primeiro ou segundo grau com o tumor – como mãe, irmã, mulheres sem filhos, mulheres que não amamentaram e mulheres que tiveram filhos após 30 anos de idade.

Prevenção: Praticar atividades físicas, alimentar-se de forma saudável, manter o peso corporal adequado, evitar consumos de bebidas alcóolicas, amamentar, evitar uso de hormônios sintéticos como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal, evitar sutiãs muito apertados e por longo tempo de uso no dia a dia. Observar presença de secreção mamilar, caroços ou nódulos endurecidos e fixos bem como alterações do aspecto da pele deformada e enrugada. Fazer exame ultrassonografia e Termografia semestralmente.

Câncer de boca

Cada dia um maior número de pessoas apresenta câncer na cavidade oral. Várias estruturas anatômicas podem originar tumores, como  língua, palatos, bochechas, gengivas e osso. Atinge homens e mulheres em quaisquer idades. Está relacionado com hábitos inadequados de vida.

Prevenção: Evitar bebidas e alimentos como sopas quentes e carnes assadas. Bem como bebidas alcoólicas e fumo. Observar posicionamento e tempo da prótese dentária. Escovar os dentes diariamente após refeições e, principalmente, examinar a boca no espelho mensalmente.

Câncer de próstata

O câncer de próstata tem maior prevalência nos homens. Chega a 30% de todos os tumores. A idade é um dos fatores importantes, já que os casos aumentam acima dos 45 anos. História familiar e parentesco de primeiro e segundo grau com a doença (pai, irmão) devem servir de alerta.

Prevenção: Verificar dor ao urinar e graus avançados de dificuldade para urinar assim como a frequência aumentada ao urinar durante a noite. Consulta ao médico urologista deve ser feita anualmente quando acima dos 40, 45 anos e semestralmente depois dos 60 anos.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

Um Brasil Grisalho

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Em 1940, a expectativa de vida era de apenas 45 anos. As dificuldades eram imensas: era difícil obter combustível como meio de energia, iluminação; havia racionamento de alimentos básicos como arroz, feijão, óleo, sal; o vestuário era utilizado “até acabar”, literalmente, pois a produção era artesanal; o sistema de saúde era precário, com poucos médicos, poucos hospitais; vacinação, tratamento de água e esgoto não existiam. Tudo isso fazia com que a qualidade de vida e expectativa de vida fossem menores.

Na década de 90 a expectativa deu um grande salto: 66 anos.  As condições de vida melhoraram, em parte pelo êxodo rural iniciado ao final dos anos 60. As cidades foram sendo preparadas para atender uma demanda grande de pessoas com suas necessidades básicas. Em 2010, o IBGE constatou que o brasileiro continuava vivendo um pouco mais, 73 anos.  E hoje, em 2019, a expectativa de vida ao nascer é de fantásticos 75 anos!

Mas, com todo este aumento da expetativa de vida, houve um processo natural de envelhecimento da população brasileira. Uma nova geração de pessoas de 60, 70, 80 anos está a viver no Brasil.

Daremos um retrato da situação dos idosos no Brasil: quem são, onde vivem, com quem moram, como é sua saúde e vida.

DEMOGRAFIA

As mulheres continuam sendo a maioria, 56%, e os homens 44%. Do total de idosos, 32% possuem de 60 a 64 anos, 24% de 65 a 69, 18% de 70 a 74, 12% de 75 a 79 e 14% estão acima de 80 anos.

Mesmo com toda miscigenação dos nossos 500 anos, 54% são classificados como brancos, 37% são pardos e 9% são negros.

MORADIA

A prevalência maior mostra que 84% dos idosos estão vivendo nas áreas urbanas, especialmente nas grandes cidades. O campo, que outrora era o lugar mais comum e por vezes mais agradável, foi sendo abandonado. As áreas rurais também têm cada vez mais apresentado dificuldades logísticas.

Se antigamente era quase incomum termos um idoso nos lares, hoje a realidade é outra, pois 29% dos domicílios tem pelo menos uma pessoa morando com mais de 60 anos.  Houve também o aumento, entre 1991 e 2000, de 70% no número de netos e bisnetos que vivem sob a custódia dos avós.

Este fato de urbanização forçada criou uma situação muito grave para os idosos, já que boa parte do núcleo familiar passa o dia todo trabalhando fora de casa – 31% dos casais idosos moram com os filhos com idade de 25 anos ou mais, 26% moram sem a presença dos filhos e 15% moram sozinhos. Casos de “solidão” e processos depressivos são cada vez mais frequentes.

CASAMENTOS E RECASAMENTOS

Vivemos uma realidade estranha em relação há 50 anos: entre os anos 2000 e 2010, entre pessoas acima de 50 anos houve 55% mais casamentos e 28% mais divórcios.

EDUCAÇÃO

Quanto à parte educacional, há uma grande diferença em relação a meados do século XX, onde a maioria dos idosos era analfabeta. Todavia a média de estudo entre eles continua muito baixa, em 5 anos. Mas em pleno século XXI vemos idosos sendo alfabetizados, completando o primeiro, segundo grau, e até entrando em universidades. Mais de 200 instituições de ensino superior possuem programas de Universidade Aberta à Terceira Idade.

 FINANÇAS

Nesta época de dificuldades por qual passa o país, com alto desemprego, a participação dos idosos nas finanças do lar se tornou comum. Nove em cada dez idosos contribuem ativamente com o sustento financeiro dos lares, sendo que mais da metade são os principais responsáveis.

LAZER, CULTURA E ESPORTE

O lazer, o esporte e a cultura tem se difundido mais após a aprovação do Estatuto do Idoso, que baixou preços pela metade ou deu gratuidade em viagens, cinemas, teatro. 30% dos idosos acima de sessenta anos praticam atividades físicas como caminhada, pilates, hidroginástica. Um em cada 10s corredores da São Silvestre tem mais de 60 anos.

SAÚDE

A população da terceira, pelo próprio processo de envelhecimento, apresentará importantes alterações, sejam inflamatórias e/ou degenerativas.

Processos degenerativos do sistema nervoso central, como a Doença de Alzheimer, que atinge no Brasil 1,2 milhão de pessoas acima de 65 anos e nos próximos dez anos este valor deve dobrar. As dificuldades vão aumentar já que o processo de cura ainda está muito distante e o sistema público de saúde não consegue dar boas condições.

DEPRESSÃO

A faixa etária dos 60 aos 64 anos lidera o ranking quanto aos diagnósticos de depressão, totalizando 11%. Isso fez saltar no Brasil exponencialmente o consumo de medicamentos por idosos: especialmente os antidepressivos, de 8 para 24%.

SUICÍDIO

Muitos idosos acima de setenta anos tiram suas próprias vidas: a média de suicídio desta faixa etária da população é 3,5 vezes maior que a média da população em geral, demonstrando aos familiares que a atenção deve ser total.

VIOLÊNCIA

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, em 2001 os idosos representavam no Brasil apenas 9% da população, 15 milhões de pessoas. Dez anos depois, em 2011, eram 12%, ou seja, 24 milhões de brasileiros e, em 2050, a perspectiva do nosso país é que se chegue a 64 milhões de idosos, o que representará 30% da população, número inimaginável nas décadas 60, 70, quando éramos classificados como uma população de jovens.

Os idosos também são vitimas da violência que se instalou no país nas ultimas décadas. O crime mais comum contra o idoso é o estelionato. Só na cidade do Rio de Janeiro em 2012 foram 22 idosos por dia vitimas deste crime. Triste, mas triste mesmo são as agressões sofridas por esta população, já que mais de 60% dos agressores são os do lar – filhos, parentes e cônjuges.

LARES DE LONGA PERMANÊNCIA

Unidades de acolhimento de idosos se difundiram: são ao todo 63% as instituições filantrópicas conveniadas, incluindo as leigas e religiosas, 30% são instituições privadas e 7% são públicas. Mesmo assim, ainda é menos de 1% da população idosa brasileira que mora nestes lugares.

CONSUMO

Mas com todos estes altos e baixos, no geral, a vida diária dos idosos têm melhorado, tanto é que cada vez mais estão entrando no mundo do consumo. Tornam-se, novamente, independentes. 20% associam as compras a uma atividade de lazer e 70% consultam, pesquisam e não compram pelo impulso.

HÁ ESPERANÇA

O Brasil ocupava em 2015, no ranking de qualidade de vida, a 56ª posição de 96 nações avaliadas, atrás até de países da América do Sul e Caribe. Um estudo brasileiro de 2013 mostrou que, de um total de 300 mil óbitos entre 60 e 74 anos, 70% poderiam ser evitados com melhorias nos serviços de saúde, maior acesso a tratamento médicos e melhor qualidade de vida.

Se há algo que se repete nas análises sobre o envelhecimento, e é uma das mais significativas tendências do século 21, é que é urgente fazer do mundo um lugar mais amigável para os idosos. Um em cada quatro idosos considera a sua experiência como a principal vantagem dessa faixa etária, mas ainda lhes falta  respeito e quebra de preconceitos contra si.

Honrar as “cabeças grisalhas” é algo ainda a perseguir.

Uma vida longa é a recompensa das pessoas honestas; os seus cabelos brancos são uma coroa de glória – Provérbios 16:31

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

Tipos de Exercícios Funcionais e Como Praticá-los

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Este artigo é uma continuação sobre Exercícios Funcionais. Para ler a parte 1, clique aqui.

Em primeiro lugar, falaremos sobre os equipamentos funcionais necessários para a prática.

Existem inúmeros equipamentos para tipos de treinamentos funcionais: bolas, bolas medicinais, rolos, cordas, elásticos de diferentes tensões, caixotes. Você deve ser bem orientado para saber quando e como usar cada um destes, do contrário a efetividade do exercício fica comprometida.

Não pense que esses exercícios podem ser realizados apenas dentro da academia; muito pelo contrário! Você pode praticar os exercícios funcionais para emagrecer em sua casa, na praia, em praças e até em parques que possam oferecer um melhor bem-estar a você.

O diferencial é exatamente esse, ser algo novo e que proporcione maior sentimento de liberdade e ainda fortalecendo seu corpo, além de ser uma proposta irresistível para aumentar seu contato com a natureza. Esses exercícios funcionais se adequam ao perfil da maioria das pessoas.

Tipos de treinamento funcional

Qualquer série específica para o aluno pode ser denominada treino funcional. Podem se alternar circuitos, saltos, giros, Pilates, agachamentos e aparelhos que auxiliem nos exercícios.

Exercício 1 -Peitoral – Flexão

– Deite-se sobre o chão, caso possa cair coloque uma colcha ou fique em cima de um colchão D23 (fininho e barato);

– Alinhe seus braços o lado do corpo;

– Alinhe suas mãos sobre o chão, busque basear-se na altura dos ombros;

– Mantenha seus braços levemente flexionados;

– Utilize os dedos dos pés como ponto de apoio para os membros inferiores;

– Empurre seu corpo contra o chão;

– Diminua a distância entre seu corpo e o chão, assim, retorne à posição inicial;

– Repita esse movimento em 5 séries de 12 repetições.

No começo você ficará cansado, e não conseguirá completar toda a série. Como todo início, vá devagar.

Exercício 2 – Prancha

– Deite-se de bruços sobre o chão. Mesma orientação aqui. Coloque uma colcha ou fique em cima de um colchão fininho D23;

– Apoie os cotovelos sobre o chão;

– Utilize os dedos dos pés como ponto de apoio para os membros inferiores;

– Eleve um pouco a região pélvica;

– Mantenha-se nessa posição de 20 a 60 segundos.

-Repita esse movimento 3 vezes.

Novamente, vá aumentando gradativamente o tempo.

 

Exercício 3 – Pular corda

Para você titia, mamãe, sogra ou vovó que brincava quando criança, está na hora de voltar a pular corda. Como todo reinício, necessitará ver suas condições físicas. Se estiverem fracas, apenas faça os movimentos. Depois hora de pular!

Exercício 4 – Agachamento

– Você pode utilizar um cabo de vassoura como apoio à frente do corpo. Use um bom cabo de vassoura para não estragar suas mãos ou machucar-se. Limpe-o, higienize-o e se necessário com uma faca ou lima tire as bordas ruins;

– Alinhe os pés sobre o chão de forma afastada;

– Flexione levemente as pernas;

– Estique os braços para a frente e segure na ponta do cabo de vassoura;

– Agache-se levemente para que não haja impactos em sua coluna;

– Levante-se e retorne à posição inicial;

– Atente para a sua postura sempre.

 

Você pode realizar esse movimento em 4 séries de 15 repetições.

Caso tenha em casa halteres, os mesmos também podem ser utilizados nesse exercício funcional.

Exercício 5 -Abdominal

Assim como demais exercícios, sua combinação com uma alimentação adequada aumenta os benefícios. No caso do abdominal, ajuda na diminuição da “barriguinha”.

Você pode utilizar halteres para aumentar a dificuldade da realização dos movimentos, caso sua performance esteja boa.

Orientação para sempre ficar em cima de um colchão fininho D23, já que a coluna não está tão boa, seja pela presença de artrose, escoliose, artrite ou hérnias de disco.

– Deite-se com a barriga para cima;

– Ponha os pés sobre o chão e flexione as pernas a fim de formar um ângulo de em média 60 graus;

– Leve as mãos à nuca ou na altura das orelhas;

– Eleve o tronco e direcione sua cabeça no sentido de seus joelhos;

– Mantenha seu olhar para cima, a cabeça deve se manter alinhada ao tronco;

– Mantenha seu abdômen contraído;

– Retorne à posição inicial, de forma a encostar a cabeça no solo;

 

Repita o movimento em 5 séries de 20 repetições.

Atenção para não fazer força com o pescoço ou dobrá-lo, pode causar dores. Deve-se fazer a abdominal através da contração do abdôme, e não forçando o pescoço.

Exercício 6 – Agachamento

Agora terás que tomar cuidado para não romper nenhum músculo e não provocar nenhuma queda, pois poderás ficar tonto. Não esqueça sempre de respirar fundo, calmamente, antes de cada movimento.

Você pode utilizar halteres ou cabo de vassoura para a realização desse exercício.

– Flexione levemente os joelhos e afaste as pernas;

– Pegue os halteres ou o cabo de vassoura de forma a alinhar aos seus ombros;

– Eleve seu corpo;

– Sempre priorize sua postura e a saúde de sua coluna;

– Finalize o movimento alinhando sua coluna de forma ereta;

 

Repita o movimento em 4 séries de 10 repetições.

Exercício 7 – Agachamento Unilateral

Neste exercício, é necessário equilíbrio e atenção para não perder a sequência e errar. Sempre concentrado e sempre respirando fundo.

– Uma perna deve ser posicionada atrás de seu corpo;

– Flexione o seu joelho a fim de agachar o mais próximo possível do chão;

– A sua perna posicionada à frente deve formar um ângulo de 90 graus quando flexionada;

– Retorne à posição inicial.

 

Repita esse movimento em 3 séries de 10 repetições para cada perna.

Exercício 8 – Desenvolvimento de Ombros

Um dos grandes problemas na velhice são os ombros. Afinal durante décadas nossos ombros jogaram pedra, vôlei, basquete, subimos em árvores, nadamos, trabalhamos segurando objetos e muitas vezes tiramos filhos de situações perigosas e adversas. Grande parte das vezes nossos ombros se rompem quando pegamos uma roupa do varal ou um objeto no alto, como guarda-roupas.

Aqui, a atenção deverá ser redobrada. E muito cuidado para não piorarem as coisas. Mas, aos poucos, os grupos musculares vão se fortalecendo e fica muito fácil. Lembre-se: não exagere!

Você precisa de 2 halteres ou pacotes de 1kg de sal, açúcar, café, arroz, feijão. Sua criatividade te ajudará.

– Pegue os acessórios e alinhe as suas mãos à altura de suas orelhas;

– Seu braço deve formar um ângulo de 90 graus;

– Eleve as mãos levemente acima da cabeça até esticar seus braços;

– Retorne à posição inicial. Não se esqueça de formar o ângulo de 90 graus.

 

Repita esse movimento em 4 séries de 15 repetições.

Exercício 9 – Elevação Lateral dos Ombros

Vou dizer que este é mais difícil que o anterior. Aqui o cuidado será grande. Mantenha o peso em 1kg ou no máximo 2kg. O que vale são os movimentos, e não o peso.

Você precisa de 2 halteres ou pacotes de 1kg de sal, açúcar, café, arroz, feijão. Sua criatividade te ajudará.

– Pegue os acessórios e alinhe as suas mãos à altura de suas orelhas;

– Seus braços devem formar um ângulo de 180 graus

– Retorne à posição inicial. Não se esqueça de formar o ângulo de 180 graus.

 

Repita esse movimento em 4 séries de 15 repetições.

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SERÁ QUE ESTE CURSO ESTÁ CERTO PARA MIM?

Mas você deve estar se perguntando: Será que o programa Cuidar dos pais em casa trocou de audiência? Afinal, só vejo imagens de jovens, atletas, com preparo físico fantástico!  Mais pareço com este senhor abaixo!

Não há confusão, todos os exercícios que apresentamos, jovens realizando, são para você perfeitamente que ultrapassou a casa do meio século.

CUIDADO – INVENÇÕES FUNCIONAIS

Do contrário dos exercícios funcionais, as invenções funcionais são modos de executar exercícios tradicionalmente conhecidos, mas com algumas adaptações, as quais podem ou não ser convenientes, a depender da adaptação em si que se está fazendo.

Muitas vezes, pessoas começam a criar e/ou inventar exercícios, os quais podem trazer grandes prejuízos. Sem conhecer os reais impactos biomecânicos daqueles movimentos, passam mais a degradar suas condições do que ajudar no treino.

O treinamento funcional vem evoluindo cada vez mais nos últimos anos. Com sua evolução, técnicas foram surgindo e inovações também têm surgido, fazendo com que o mercado de marketing e fitness passasse a focar nessa área. Todavia o melhor lugar para você que passou dos sessenta, setenta anos, é seu próprio lar, onde os exercícios podem funcionar muito bem.

Vamos exercitar?

Saúde!

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