Doença de Alzheimer – Memória perdida com a doença pode ser recuperada

A ciência evolui a cada dia, encontrando formas de tratar doenças e dar ao seu humano melhores condições de vida. Quanto à Doença de Alzheimer, que só no Brasil atinge 2 milhões de pessoas a cada ano, entre 2015 e 2016 a ciência teve um pequeno mais significante avanço: o resgate da memória perdida com a doença. Mesmo que ainda não haja uma cura definitiva, é possível proporcionar à pessoa mais qualidade de vida e saúde. Veja mais sobre este tratamento revolucionário a seguir! 

O que é, afinal, a Doença de Alzheimer?

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa e devastadora, ainda sem cura, sendo crônica, e que afeta as conexões das células do cérebro, e as próprias células se degeneram e morrem, comprometendo a memória e outras importantes funções mentais. A perda de memória e confusão mental são os principais sintomas. Apesar de não haver cura, há medicamentos e estratégias de controle que podem melhorar os sintomas temporariamente.

Podemos definir a doença como um problema severo, neuro-degenerativo que provoca o declínio das funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. A sua memória mais recente é afetada, sendo que muitas pessoas podem até se lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição, por exemplo. Compromete a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem, bem como a sua autonomia quanto à higiene pessoal e a alimentação.

É o caso de muitos idosos brasileiros que moram em casa com a família. Este tema é um dos mais recorrentes entre os visitantes do nosso blog, redes sociais e das pessoas que entraram em contato com o Programa Cuidar dos pais em Casa. A pessoa perde a capacidade de discernimento, além de ficar muito dependente dos familiares. A segurança passa ser uma preocupação constante entre seus cuidadores, muitas vezes sendo preciso querer a sua interdição, bem como os benefícios do INSS para o cuidado integral.

Veja esta explicação geral sobre a Doença de Alzheimer neste vídeo do Dr. Dráuzio Varela:

 

A causa do Alzheimer é desconhecida, mas seus efeitos deixam marcas fortes no paciente. Os idosos, como dissemos anteriormente, são os mais atingidos, embora se registrem casos em gente jovem. A ciência tem avançado e já pôde identificar um componente genético do problema, mesmo que ainda seja apenas um pequeno passo.

O comprometimento da memória é o pior sintoma, que pode chegar a níveis severos – quando a pessoa, por exemplo, não reconhece seus familiares, o ambiente de sua casa e a própria história pessoal. Uma dica é assistir ao filme ganhador do Oscar Para sempre Alice, com Juliane Moore para entender a progressão e os sintomas da Doença de Alzheimer.

Em geral, a doença pode ocorrer entre 19 anos e 40 anos, o que é mais raro, mas as chances se intensificam a partir dos 60 anos, em plana terceira idade. Para se ter uma ideia, em todo o mundo, 15 milhões de pessoas têm Alzheimer, sendo que nos Estados Unidos é a quarta causa de morte de idosos entre 75 e 80 anos, perdendo em números para o infarto, o derrame e o câncer.

Entre os sintomas mais comuns dos portadores da Doença de Alzheimer é a manutenção do chamado estado de alerta, ou seja, a doença não reduz o estado de consciência. O paciente responde tanto aos estímulos internos quanto aos externos. Nem sempre respondem de modo adequado, mas está sempre acompanhando as pessoas e tudo o que acontece em sua volta. Além da perda da memória, outro sintoma frequente são os distúrbios de comportamento, principalmente na terceira idade. A pessoa pode parecer A doença evolui rapidamente, em média, por um período de cinco a dez anos. Os pacientes, em geral, morrem nessa fase. Saiba mais sobre a Doença de Alzheimer no site da Associação Brasileira de Alzheimer.

 

Saiba mais também sobre o AVC – Acidente Vascular Cerebral – Guia para a Família lendo esta matéria.

 

Recuperando a memória do paciente da Doença de Alzheimer

Recentemente, saiu a notícia na imprensa de que o prêmio Nobel Susumu Tonegawa afirmou que estudos realizados em ratos mostraram que, estimulando áreas específicas do cérebro com luz azul, os cientistas podem conseguir que os animais lembrem experiências às quais não conseguiam ter acesso antes. Isso indica as primeiras evidências de que a Doença de Alzheimer não destrói memórias específicas, mas as torna inacessíveis, podendo ser recuperadas. O experimento foi testado apenas em ratos, mas é um passo muito importante na cura desta doença degenerativa.

Segundo o cientista, como seres humanos e ratos tendem a ter princípios comuns em termos de memória, estes resultados sugerem que os pacientes com a Doença de Alzheimer, pelo menos em seus estágios iniciais, podem preservar a memória em seus cérebros, o que indica que eles têm chances de cura.

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A equipe de Tonegawa usou ratos de laboratório geneticamente modificados para mostrar sintomas semelhantes aos dos seres humanos que sofrem de Alzheimer. Estes ratos foram colocados em caixas por cuja superfície inferior passa um baixo nível de corrente elétrica, causando uma descarga desagradável, mas não perigosa em seus membros. Um rato que click here não tem Alzheimer que é devolvido para o mesmo recipiente 24 horas depois tem um comportamento medroso, antecipando, assim, a sensação desagradável. Já os ratos com Alzheimer não reagem da mesma forma, indicando que não guardam nenhuma memória da experiência.

E quando os cientistas estimulam áreas específicas do cérebro dos animais – ou seja, as conhecidas “células de engramas”, relacionadas à memória – usando uma luz azul, lembram da sensação desagradável. O mesmo ocorreu quando colocavam os animais num recipiente diferente durante o estímulo, o que sugere que a memória teria sido retida e se ativou.

Após verificar a estrutura física do cérebro dos ratos da pesquisa, os cientistas mostraram que os animais afetados com a Doença de Alzheimer tinham menos “espinhas dendríticas”, através das quais as conexões sinápticas são formadas.

Quando há a repetição dos estímulos de luz, os ratos podem incrementar o número de espinhas dendríticas, atingindo o mesmo nível de ratos normais, retornando a um comportamento de medo no recipiente de origem.

Isso indica que a memória de ratos foi recuperada através de um sinal natural, conforme explica o cientista. O que nos leva a crer que isto significa que os sintomas da doença de Alzheimer em ratos foram curados, pelo menos em seus estágios iniciais. Esta pesquisa teve um grande apoio do Centro RIKEN-MIT para Genética de Circuitos Neurais, e é a primeira a mostrar que o problema não é a memória, mas sua recuperação. Em breve, será possível recriar o mesmo experimento em pacientes humanos.

Conforme Tonegawa, o estímulo ótico das células cerebrais – técnica chamada “optogenética” – implica inserir um gene especial nos neurônios para fazê-las sensíveis à luz azul, e depois estimulam partes específicas do cérebro. Este tipo de técnica com estimulação de luz já havia sido usado anteriormente em tratamentos psicoterapêuticos para doenças mentais, como depressão mental e transtorno de estresse pós-traumático (PTSD) e não é algo necessariamente novo. A novidade está na sua aplicação à Doença de Alzheimer.

A pesquisa pretende ter novas etapas e oferecer uma solução aos 70% das 4,7 milhões de pessoas no mundo sofrem de demência, um número que só tende a aumentar à medida que nos países desenvolvidos as pessoas vivem cada vez mais tempo. Trata-se ainda de uma possibilidade segura e ética.

O papel da família cuidadora do portador de Alzheimer

Não é fácil para a família do portador da Doença de Alzheimer oferecer toda a atenção e tratamentos necessários. É uma tarefa muito estressante e transforma a vida da família. Toda a rotina muda da família que decide cuidar dos pais em casa, para é esta proximidade que também pode fazer a diferença na sua recuperação. Muitas vezes, é preciso fazer uma verdadeira redistribuição de tarefas e responsabilidades, organizar os horários e rotinas e revezar a atenção ao idoso, para garantir a sua segurança – principalmente fora do ambiente doméstico. É importante dizer ainda, principalmente no caso de cuidadores com outras responsabilidades ou que se tornam sobrecarregados com a função e empenhados em oferecer assistência aos pacientes, que é comum estes pouco investirem na qualidade da relação e da comunicação. Para não cair nesta armadilha, toda a família deve se preparar para dar a devida atenção ao paciente idoso.

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Manter a comunicação assertiva com o paciente de Alzheimer é fundamental. E para isso, é preciso buscar instruções sobre o modo mais adequado de se comunicar com estes pacientes. Muitos são os fatores relacionais que interferem no tratamento e na qualidade de vida dos pacientes de Alzheimer e até de sua família. Entre os principais estão as crenças sobre o funcionamento dos pacientes, capacidade de identificação de sintomas e conhecimentos sobre a doença, conhecimento sobre a própria personalidade do paciente, qualidade de relacionamento prévio à situação de adoecimento, aceitação da doença e repercussões emocionais no enfrentamento do processo de adoecimento, etc.

É verdade que a família passa por um processo complexo desde a revelação diagnóstica e acompanha o processo de perdas no paciente. Muita paciência e diálogo entre os familiares cuidadores devem ocorrer desde o início, para evitar problemas, conflitos e resistências. Buscar estratégias funcionais para lidar com sintomas cognitivos e comportamentais e novo funcionamento do paciente é essencial para garantir que o seu idoso doente tenha o atendimento adequado.

Conheça o Programa Cuidar dos pais em casa

As informações que acabou de ler são uma exclusividade do Programa Cuidar dos pais em casa, uma iniciativa do Dr. Sérgio Munhoz para aqueles que querem proporcionar os melhores cuidados e assistência aos pais idosos em casa. Ainda não conhece o programa? Veja este vídeo do Dr. Sérgio Munhoz:

 

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