Como auxiliar o idoso com limitações cognitivas

Quando o idoso possui limitações cognitivas – algum tipo de perda intelectual, problemas funcionais e neurológicos e atraso mental – requer alguns cuidados especiais. É importante ainda que o idoso possa receber estímulos e fazer exercícios que fortaleçam as suas funções cognitivas, e a família tem muito a oferecer neste sentido.

 

O que leva o idoso às limitações cognitivas?

 

Envelhecer é um fenômeno natural. Todos envelhecemos e, com o tempo, temos perdas gradativas das funções fisiológicas. Porém, em muitos casos ocorrem problemas que comprometem não apenas os aspectos físicos como cognitivos.

São as alterações características do envelhecimento que ocasionam déficits cognitivos comumente observados como naturais no envelhecimento. Estes são alguns aspectos comuns entre as pessoas com limitações cognitivas:

 

  • Esquecimento de fatos recentes;
  • Dificuldades de cálculo;
  • Alterações de atenção;
  • Dificuldades em reconhecer pessoas, locais e situações;
  • Perda gradativa de memória;
  • Dificuldade em se expressar corretamente;
  • Dificuldade em utilizar um vocabulário mais abrangente.

 

Nem sempre é fácil identificar a perda cognitiva, ainda mais quando a pessoa não exerce atividades intelectuais. Muitas vezes o diagnóstico só ocorre quando a situação já se encontra grave. Mesmo com os avanços da medicina, as limitações cognitivas entre idosos são bastante frequentes e devem ser observadas de perto.

 

Entre as causas mais comuns que podem levar a limitações cognitivas estão:

 

  • AVC – acidente vascular encefálico – veja nesta matéria especial um pouco mais sobre AVC.
  • Problemas mentais de nascença
  • Trauma craniano
  • Encefalopatia metabólica
  • Infecção
  • Depressão
  • Estado confusional agudo (perda momentânea)
  • Demências – há uma grande variedade de doenças que causam demência – como é o caso da Doença de Alzheimer – confira nesta matéria mais sobre esta doença.
  • Alcoolismo
  • Hipotireoidismo
  • Problema degenerativos de origem genética
  • Câncer
  • Utilização de medicamentos – ansiolíticos, antipsicóticos, antidepressivos tricíclicos, hipnóticos, antihistamínicos, antiparkinsonianos com ação anticolinérgica, anticonvulsivantes, etc.

 

Estimule o seu idoso com limitações cognitivas

 

Uma forma de lidar com as limitações cognitivas do seu idoso cuidado em casa é fazer uma relação com todas as necessidades especiais que ele possa ter e criar uma agenda de cuidados específicas. Isso facilita o dia a dia da família e traz conforto ao idoso.

 

Outra forma de lidar com as limitações cognitivas é estimular constantemente o idoso com exercícios, diálogos e técnicas assertivas. São simples e fáceis de fazer, requerem poucos instantes e ajudam consideravelmente o idoso. A estimulação visa reabilitar as funções físicas, psicológicas e sociais do indivíduo, melhorar a convivência ou superar os déficits cognitivos e as limitações emocionais, ambientais e sociais. O resultado é mais qualidade de vida, incluindo melhor interação social.

idosos cognitivo

 

Estas técnicas propõem os estímulos das funções mentais complexas (memória, linguagem, funções executivas e visuoespaciais), otimização das habilidades gerais, uso dos espaços, uso da escrita, e muito mais. É importante dizer que cada estimulação deve ser personalizada, conforme as necessidades e condições click here de cada idoso.

 

É importante ainda fazer uma avaliação médica antes de iniciar os processos de estimulação com o idoso portador de limitações cognitivas. Fazer um levantamento de suas necessidades e condições é essencial para o sucesso nos resultados. A estimulação pode ser feita ainda de modo grupal – quando há mais de um idoso na casa, com a participação dos familiares ou quando é feito em um grupo de idosos de uma comunidade, por exemplo.

 

Veja neste vídeo um pouco mais sobre a estimulação de idosos com limitações cognitivas:

 

 

 

Veja ainda algumas técnicas para trabalhar em casa com seu idoso:

 

  • Jogo de xadrez, carteados, jogo de dama, quebra-cabeças, dominó e outros jogos de mesa são perfeitos para estimular os idosos com limitações cognitivas leves ou ainda inexistentes. Neste caso, servem também como prevenção. São de baixo ou podem ser confeccionados em casa.

 

  • Para estimular a memória e a afetividade, vale a pena pedir para que o idoso descreva eventos e pessoas utilizando fotos de diferentes fases de sua vida. Quanto mais detalhes ele der, melhor. Quando a afirmação não procede ou quando há confusão, o familiar pode ajudá-lo a relembrar.

 

  • Jogo dos pares ou jogo do bicho é outro jogo que ajuda no raciocínio e na observação visual. O idoso pode fazer associações entre o que é parecido e o que é diferente.

 

  • Tenha foco nas habilidades que ainda estão preservadas, pois é possível fazer intervenções que previnam a perda destas habilidades. Se por exemplo o idoso fala muito bem, a leitura e as atividades que implicam o diálogo podem ser mais assertivas.

 

  • Os exercícios podem ser realizados a partir das preferências do idoso, pois assim fica mais fácil fazê-lo interagir com os exercícios. O olho no olho é sempre importante na hora da aplicação de qualquer atividade. Não esqueça de elogiá-lo sempre que houver acertos e ganhos nas atividades.

 

  • Lembre-se de criar exercícios que utilize raciocínio, movimentos, interação grupal, afetividade e outros aspectos que devem ser garantidos. Veja abaixo um exemplo simples para trabalhar com cores, estimulando o raciocínio e a fala.

 

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Veja também: Depressão na terceira idade – O que é? Como tratar?