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Insônia: diagnóstico, tratamento e prevenção

 

No artigo anterior falamos sobre aspectos gerais da insônia (leia aqui). Neste abordarmos o diagnóstico, tratamento, prevenção e dicas.

Diagnóstico

Ficar uma noite sem dormir já é prejudicial e várias noites com sono não reparador trarão importantes consequências físicas e mentais. Há inúmeros relatos de suicídio devido ao quadro de insônia.

Médico

O médico invariavelmente é primeiro profissional consultado sobre quadros de insônia.

Além de fazer-lhe uma série de perguntas, o médico analisará seu padrão de sono e sonolência diurna. Para isso, você talvez tenha de manter um diário de sono por um determinado período e depois apresentá-lo ao médico.

Um exame físico será realizado para procurar sinais de outros problemas que possam estar causando insônia. Ocasionalmente, um exame de sangue pode ser feito para verificar a existência de problemas de tireoide.

Se a causa da insônia não estiver clara, ou caso você apresente sinais de outro distúrbio do sono, como a apneia do sono ou síndrome das pernas inquietas.

Questionário
  • Você tem tido problemas para dormir?
  • Quantas horas você costuma dormir por noite?
  • Você desperta facilmente durante a noite?
  • Você costuma alimentar-se em grandes quantidades antes de deitar?
  • Você faz uso excessivo de cafeína, nicotina ou álcool?
  • Você passou ou passa por momentos de grande estresse recentemente?
  • Quais são seus hábitos noturnos?
  • Você se sente cansado ou improdutivo durante o dia?
  • A falta de sono tem prejudicado seu desempenho em atividades diárias, no trabalho ou nos estudos?
  • Quando os sintomas começaram?
  • Você faz uso de algum medicamento? Qual?
  • Você já foi diagnosticado com alguma outra condição médica?
  • Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas? E funcionou?

 

Exame – Polissonografia

Você pode precisar permanecer durante uma noite em um centro especializado para analisar e diagnosticar distúrbios do sono. Lá, testes multiparamétricos são feitos para monitorar e gravar uma variedade de atividades corporais enquanto o paciente dorme, incluindo as ondas cerebrais, e variações fisiológicas que ocorrem durante o sono, como respiração, batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos e os movimentos do corpo também.

O exame Polissonografia é indolor. Não há nenhuma injeção ou uso de contrastes. Apenas alguns fios que são colocados na cabeça, outros no tórax para avaliações e um aparelho para avaliação periódica da pressão arterial. O horário de entrada nas clínicas geralmente é às 21h até 5 horas da manhã.

A avaliação de todos os parâmetros obtidos é fornecida na semana seguinte.

 

Tratamento

Começa-se o tratamento da insônia sempre nos aspectos mais simples. A primeira coisa a ser feita é cuidar da higiene do sono. Assim, o estômago sempre agradece quando de uma boa dieta alimentar. O coração trabalha melhor quando medidas de preservação são empregadas.

Ele será para o cérebro e o sono, ou seja, limpar tudo aquilo que nos atrapalha para pegar no sono. Barulho, luz, histórias macabras.

Uma mudança nos hábitos de sono e tratar as causas subjacentes da insônia, como condições médicas ou medicamentos, pode restaurar um padrão de sono saudável em muitos pacientes. Se essas medidas não funcionarem, o médico pode recomendar medicamentos para ajudar com o relaxamento e na readequação do sono.

 

Possíveis complicações da insônia

O sono é tão importante para a saúde quanto uma dieta saudável e exercícios físicos regulares. Seja qual for o motivo para a perda do sono, a insônia pode afetar e prejudicar a saúde física e mental. Pessoas com insônia possuem baixa qualidade de vida em comparação às pessoas que dormem bem.

Outras complicações:

  • Menor desempenho no trabalho ou nos estudos;
  • Tempo de reação e reflexo mais lento, acompanhado de maior risco de acidentes;
  • Problemas psiquiátricos, como depressão ou transtorno de ansiedade;
  • Excesso de peso ou obesidade;
  • Irritabilidade;
  • Aumento do risco de adquirir doenças de longo prazo, como hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes;
  • Abuso de substâncias, como cigarro, álcool, cafeína e outras drogas.

 

Insônia tem cura?

Quando se tem bons hábitos do sono, qualquer pessoa é perfeitamente capaz de dormir bem, tranquila e adequadamente. É importante ter em mente que as pessoas têm necessidades de sono diferentes. Algumas ficam bem com apenas 6 horas de sono por noite, enquanto outras só rendem bem se tiverem de 10 a 11 horas. A média, no entanto, costuma ser de 6 a 8 horas de sono diariamente.

As necessidades de sono também mudam de acordo com a idade. É importante ouvir os sinais de sono do corpo e não tentar dormir mais ou menos do que é revigorante para você.

 

10 dicas para dormir bem

1) Adotar horários regulares de sono.

Procure deitar-se e levantar habitualmente nos mesmos horários, mesmo nos fins de semana.

2) Evitar dormir muito durante o dia.

Cochilos, quando possíveis, podem ajudar na disposição, mas acima de 30 minutos tendem a prejudicar o sono noturno.

3) Fazer atividade física pela manhã ou à tarde.

A prática de atividade física é essencial para a boa saúde e ajuda a dormir melhor, mas pode causar agitação.

Por isso é melhor exercitar-se até seis horas antes de dormir.

4) Evitar bebidas com cafeína à noite.

Café, chá-preto, chá-mate, refrigerante e energético contêm substâncias estimulantes, como a cafeína. Por isso devem ser evitados até cinco horas antes de dormir.

5) Comer alimentos leves no jantar.

Alimentos pesados e ricos em proteína, quando consumidos em excesso à noite, podem atrapalhar o sono. Pratos leves, como um lanche natural, são mais indicados.

6) Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Apesar de o primeiro efeito do álcool ser sedativo, depois de um tempo ele pode provocar agitação. Recomenda-se então evitar o consumo de álcool antes de dormir e não usá-lo como indutor do sono.

7) Diminuir a exposição à luz durante à noite.

Ao escurecer, começamos a produzir melatonina — hormônio que ajuda nosso organismo a se preparar para dormir. Lâmpadas fortes, telas de computador, tablets e celulares podem atrapalhar a produção de melatonina, e devem ser reguladas ou evitadas durante à noite.

8) Criar um local aconchegante para dormir.

Iluminações do despertador, da rede sem fio e do aparelho de TV a cabo podem prejudicar o sono, assim como barulhos da rua, ronco do parceiro ou da parceira e movimentações de animais domésticos. Devemos regular as luzes emitidas pelas telas de celular e tablets, durante à noite, para emitirem menos luz, e criar um ambiente totalmente escuro e silencioso para dormir.

9) Fazer atividades relaxantes à noite.

Um banho morno cerca de duas horas antes de dormir abaixa a temperatura corporal e relaxa, ajudando na indução do sono. Atividades como ler, pintar, bordar, escutar música calma e meditar também podem contribuir para isso.

10) Tentar não “brigar” com a insônia.

Ir para a cama sem sono não ajuda. O ideal é fazer alguma atividade com pouca luz e que não provoque agitação, como ler ou assistir a um programa de TV enfadonho. Se despertar, o ideal é retomar essas atividades até sentir sono novamente.

As insônias que persistem por mais de duas semanas exigem ajuda médica, pois podem se tornar um problema crônico.

 

Prevenção

Manter bons hábitos de sono é o principal e único meio de se evitar insônia. Alguns fatores desencadeadores do distúrbio, como eventos estressantes e traumáticos, no entanto, não podem ser evitados e auxílio de um psiquiatra será necessário.

 

Convivendo com insônia e Prognóstico

Não importa qual a sua idade, tenha sempre em mente que insônia tem solução. A chave para tratar o distúrbio encontra-se justamente em adequações em sua rotina durante o dia e quando você vai para a cama. Bons hábitos de sono ajudam a restabelecer o sono saudável.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz

Insônia: aspectos básicos

 

Insônia é um distúrbio que se caracteriza pela dificuldade de começar a dormir, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado.

De acordo com a Associação Brasileira do Sono, de cada três brasileiros, pelo menos um tem insônia. Isso coloca o país em alerta, pois um sono que não seja reparador poderá trazer inúmeras consequências para o paciente, para familiares ou para a sociedade em geral.

Abordaremos neste texto as causas, sintomas de risco e sintomas da insônia.

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Sono

 

Sono é um estado de consciência que se alterna periódica e regularmente ao da vigília, ou estado desperto, em que há repouso normal e periódico, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária.

Ele é caracterizado por um padrão de ondas cerebrais típico, essencialmente diferente do padrão do estado de vigília, bem como do verificado nos demais estados de consciência. Dormir, nesta acepção, significa passar do estado de vigília para o estado de sono.

No ser humano o ciclo do sono é formado por quatro estágios e duram cerca de noventa minutos cada um, podendo chegar a 120 minutos. O sono é importante para a recuperação da saúde em situação de doença enquanto a privação deste pode afetar a regeneração celular assim como a total recuperação da função imunitária.

Neste artigo falaremos sobre as fases do sono, quantidade de horas dormidas, perfis do sono e apneia, finalizando com sono de idosos.

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Aspectos Cognitivos em Idosos

 

Com o passar dos anos, ocorre um declínio natural da capacidade cognitiva, ou seja, há maior dificuldade em processar informações e transformá-las em conhecimento. O prejuízo cognitivo que pode incluir alterações da linguagem, memória, desorientação em relação ao tempo e ao espaço, raciocínio, concentração, aprendizado, realização de tarefas complexas, julgamento e habilidades visuais-espaciais. Essas alterações podem ser acompanhadas por mudanças no comportamento ou na personalidade incluindo sintomas neuropsiquiátricos.

Interferem com a habilidade no trabalho ou nas atividades usuais, representam declínio em níveis prévios de funcionamento e desempenho. No que diz respeito à área cognitiva, o declínio ocorre como um aspecto normal do envelhecimento já que é um processo biológico natural, e não patológico, caracterizado por uma série de alterações anatômicas, fisiológicas, bioquímicas e psicológicas, que acontecem no organismo ao longo da vida.

Várias capacidades cognitivas alteradas superiores às esperadas num envelhecimento normalmente podem ser indicativas de estados iniciais de demência. As situações de transição entre o envelhecimento normal e a demência têm merecido particular atenção nos últimos anos.

Saber se essas situações evoluem para demência, em particular à doença de Alzheimer, é uma das preocupações atuais nesta área.

Neste artigo falaremos como identificar o déficit cognitivo, funções mentais alteradas e como pode-se estimular a memória e outras faculdades mentais para diminuir os danos causados.

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Alzheimer atinge mais mulheres

 

Diferenças no cérebro e na genética podem aumentar a predisposição feminina à doença de Alzheimer, visto que costuma atingir mais as mulheres do que os homens.

No Brasil, elas representam 59% dos casos, e eles, 41%. Além disso, a doença que causa perda de funções como memória, atenção e linguagem progride mais rapidamente em pacientes do gênero feminino.

Algumas explicações:

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Hipertensão Arterial

 

Hipertensão arterial sistêmica, também chamada de pressão alta, é caracterizada pela pressão arterial sistólica, a pressão chamada maior, com valores superiores ou igual a 140 mmHg, e a diastólica, chamada de pressão mínima, com níveis maiores ou iguais a 90 mmHg.

A hipertensão arterial é uma doença muito comum e estima-se que no mínimo 25 % da população brasileira adulta sofra com este problema, sendo a maioria após os 60 anos. Além dos idosos, devido às mudanças do hábito de vida da população, é cada vez mais frequente o diagnóstico em jovens ou até mesmo em crianças. Atualmente, cerca de 5% das crianças e adolescentes no Brasil sofrem com a doença.

Falaremos nesse artigo sobre seus sintomas, causas, complicações e controle.

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Demências

 

A demência afeta mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e esse número aumenta a cada 3 segundos. Mais de 10 milhões de pessoas estão vivendo com demência apenas na região das Américas.

A demência é uma doença mental caracterizada por prejuízo cognitivo que pode incluir alterações da linguagem, memória, desorientação em relação ao tempo e ao espaço, raciocínio, concentração, aprendizado, realização de tarefas complexas, julgamento e habilidades visuais-espaciais. Essas alterações podem ser acompanhadas por mudanças no comportamento ou na personalidade incluindo sintomas neuropsiquiátricos.

Interferem com a habilidade no trabalho ou nas atividades usuais, representam declínio em níveis prévios de funcionamento e desempenho. Muitas doenças podem causar um quadro de demência. Entre as várias causas conhecidas, a Doença de Alzheimer é a mais frequente. Além da Doença de Alzheimer, existem muitos outros tipos de demência.

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