Alzheimer atinge mais mulheres

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Diferenças no cérebro e na genética podem aumentar a predisposição feminina à doença de Alzheimer, visto que costuma atingir mais as mulheres do que os homens.

No Brasil, elas representam 59% dos casos, e eles, 41%. Além disso, a doença que causa perda de funções como memória, atenção e linguagem progride mais rapidamente em pacientes do gênero feminino.

Algumas explicações:

Neurônios

Até alguns anos atrás, os pesquisadores acreditavam que isso acontecia porque as mulheres viviam mais do que os homens. Hoje sabemos que essa hipótese não explica totalmente o fenômeno.

Uma das causas do click here Alzheimer é o acúmulo anormal da proteína tau no cérebro, pois ela se espalha de neurônio em neurônio, criando emaranhados proteicos que matam as células cerebrais. Como as regiões do cérebro das mulheres estão conectadas de modo diferente das dos homens, a rede de proteína tau é mais densa e envolve todo o cérebro. Esta configuração pode favorecer uma propagação e acúmulo mais rápidos da proteína tau por todo o cérebro nas mulheres, aumentando o risco de desenvolver Alzheimer.

Genética

Na genética se identificam genes e variantes genéticas ligados ao desenvolvimento de Alzheimer em mulheres e em homens. Em 11 genes, muitos dos quais podem ter funções relevantes no desenvolvimento do Alzheimer, foram encontradas ligações específicas de cada sexo com o risco da doença. Dos genes exclusivamente presentes nas mulheres, estão relacionados ao risco de Alzheimer aqueles que têm papel central na imunidade.

 Boa memória

As mulheres tendem a ter um desempenho melhor em testes orais de memória. Isso faz com que, muitas vezes, o Alzheimer só seja detectado nelas em estágios mais avançados. Por isso, o início do Alzheimer é menos detectável nelas.

Menos trabalho

A participação menor, no passado, das mulheres na força de trabalho também tem ligação com a taxa de incidência do Alzheimer.

A performance média de memória entre os 60 e 70 anos de idade decaiu 61% mais rápido entre mulheres casadas com filhos que nunca haviam tido um trabalho assalariado, e 83% mais rápido entre mulheres que viveram um período prolongado como mães solo sem trabalho remunerado. Assim, a participação na força de trabalho está associada a níveis mais altos de estimulação cognitiva, o que previne o Alzheimer.

 

Saúde

Dr. Sergio Munhoz