15 principais doenças entre idosos no Brasil

A terceira idade é um período em que o indivíduo pode ficar mais susceptível às doenças. No último ano, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, constatou em suas pesquisas que 3 em cada 4 idosos têm alguma doença crônica, ou seja, uma doença de curso arrastado, boa parte delas incuráveis. Nestes casos, cabe ao indivíduo se prevenir desde cedo. Mas quando a pessoa já é idosa e tem idade muito avançada, ou se possui alguma destas doenças, a família deve dar o apoio necessário e garantir que os cuidados sejam oferecidos.

Segundo o IBGE, as doenças infecciosas e os acidentes vitimizam grande parte dos idosos, mas a maior parte da carga de doença da terceira idade no Brasil é por causa das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus e as consequências da hipertensão arterial.

 

Listamos 15 das principais doenças que mais prejudicam a saúde dos idosos brasileiros, conforme as estatísticas, e destacamos os principais tratamentos e cuidados para que você possa garantir o atendimento do seu pai ou familiar que mora com a família e já se encontra em idade avançada. Confira!

 

Infarto, angina e doenças do gênero

 

Parece que nas últimas décadas, o brasileiro não tem cuidado muito da saúde do coração. Cerca de 11,8% dos idosos possuem problemas de ordem cardíaca

isquêmica, como o entupimento (ou, muito raramente, num espasmo) das artérias coronarianas, que levam o sangue ao coração.

 

O infarto, nome popular do ataque cardíaco, apresenta 150 mil casos por ano apenas no Brasil. É claro que não atinge apenas a população idosa, mas todas as faixas etárias por motivos diferentes. Contudo, são os idosos os que claramente sofrem mais com o problema. Como é uma emergência médica, deve ser tratado com prioridade, levando o paciente de imediato ao hospital – podendo ser muitas vezes tratado quando há o atendimento breve. O infarto é causado pela interrupção do fluxo sanguíneo para o coração devido à coagulação do sangue. Sem sangue, os tecidos perdem oxigênio e morrem.

Entre os sintomas mais comuns do infarto estão os apertos e dores no peito, no pescoço, nas costas ou nos braços, fadiga, atordoamento, arritmia cardíaca e ansiedade. O tratamento eficiente prevê a mudança estilo de vida e reabilitação cardíaca através de medicamentos, endopróteses e pontagem coronária.

 

Já a angina, é uma dor torácica aguda, causada pelo fluxo reduzido de sangue até o coração. Atinge 2 milhões de pessoas todos os anos no país. É um sintoma da aterosclerose coronariana. Afeta mais as pessoas acima de 41 anos e principalmente os idosos. Possui tratamento.

 

AVC – Acidente Vascular Cerebral

 

Conhecido como derrame, atinge 9,9% dos idosos brasileiros e apresenta mais de 150 mil novos casos só no país todos os anos. Não atinge apenas idosos e pode ocorrer em qualquer idade, mas é as pessoas com mais de 60 anos as mais atingidas. Ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada. O AVC também é chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE).

 

Há modos de prevenir o AVC, já que muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Há alguns destes fatores que não podem ser modificados – como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Entretanto, há aqueles que podem ser diagnosticados e tratados, como é o caso da hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas – veja que estes três primeiros fatores integram a lista de doenças que mais atingem idosos apresentada pelo IBGE – a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade.

 

Veja tudo sobre o AVC – Acidente Vascular Cerebral lendo esta matéria especial já publicada em nosso blog.

 

Diabetes mellitus

 

Esta doença tem caráter epidêmico em todo o mundo devido ao aumento de suas taxas nas últimas décadas. Cerca de 5,9% dos idosos brasileiros são diabéticos. Com o envelhecimento da população, a tendência é um aumento ainda maior dos casos de diabéticos. É uma doença que não tem cura, mas há tratamento e controle. Contudo, entre os idosos, poderá ter consequências e complexidades bem difíceis de tratar.

 

A quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia, e quando esta aumenta, diz-se que um paciente está com hiperglicemia – excesso de açúcar no sangue. Desta forma, o pâncreas produz insulina para controlar níveis de açúcar existentes no sangue, mas a resistência à insulina ou a pouca produção deste hormônio faz com que a glicose se acumule no sangue sem fornecer a energia que o corpo precisa.

 

Conheça, lendo esta matéria, 10 cuidados especiais para idosos com diabetes.

 

Enfisema pulmonar e bronquite crônica

 

Estes problemas atingem 5,6% dos idosos no Brasil. Está ainda entre as 10 principais doenças que atingem as mulheres brasileiras. A maior causa do problema é ainda o consumo de tabaco.

enfisema idosos

O enfisema pulmonar é uma doença degenerativa caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia). Além do tabaco, o contato com gases tóxicos e poluição podem causar a doença. Já a bronquite atinge 2 milhões de brasileiros. Quando crônica, pode exigir o uso contínua de medicamentos e tratamento para o resto da vida. É uma complicação causada pelo click here fumo.

 

Mal de Alzheimer

 

Se você acha que todo idoso é senil e isso é normal, você está enganado. Definitivamente, a demência não é normal na idade que for.  A Doença de Alzheimer atinge cerca de 4,2% dos idosos brasileiros.

 

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, ainda sem cura, sendo crônica, e que afeta as conexões das células do cérebro, e as próprias células se degeneram e morrem, comprometendo a memória e outras importantes funções mentais. A perda de memória e confusão mental são os principais sintomas. Apesar de não haver cura, há medicamentos e estratégias de controle que podem melhorar os sintomas temporariamente.

 

Você pode conferir uma matéria especial como a memória perdida por ser recuperada em pacientes portadores de Alzheimer.

 

Perda de audição

 

A perda da audição não é uma doença, mas uma limitação crônica, muito comum com o avanço da idade – cerca de 3,3% dos idosos brasileiros possuem alguma deficiência auditiva. No caso da perda definitiva da audição, um aparelho de audição pode ajudar muito na reintegração dessas pessoas à sociedade.

 

Doença cardíaca hipertensiva – Hipertensão

 

Atinge 3,3% dos idosos no Brasil. Há 2 milhões de casos todos os anos no Brasil. É caracterizada como uma condição em que a força exercida pelo sangue contra as paredes da artéria é muito intensa. Trata-se de uma pressão elevada por anos, que pode ainda causar muitas outras doenças, inclusive insuficiência cardíaca. Tem tratamento e prevenção.

 

Pneumonia

 

Infelizmente, todos os anos no Brasil, muitos idosos sofrem com a pneumonia, e em muitos casos, vêm a falecer. Cerca de 2.7% da população na terceira idade é acometida de pneumonia. Contudo, a tendência é que o problema diminua, uma vez que o número de pessoas que tomam a vacina contra a gripe (suína ou comum) também previne pneumonia – fato desconhecido por muitas pessoas.

 

Osteoartrose

 

Cerca de 2,6% da população idosa possui osteoartrose. Trata-se do tipo mais comum de reumatismo. Atinge, fundamentalmente, a cartilagem articular, que é um tecido conjuntivo elástico que se encontra nas extremidades dos ossos que se articulam entre si. A cartilagem articular é nutrida pelo líquido articular ou líquido sinovial.

 

Catarata

 

Atinge cerca de 2,2% dos idosos brasileiros e cerca de 2 milhões de novos casos surgem todos os anos no país. Trata-se da opacidade que surge na lente natural do olho. É tratável – inclusive há tratamento oferecido pelo SUS – Sistema Único de Saúde. Há tratamento cirúrgico ou por meio de lentes de contato.

Depressão

A depressão é a doença mental que mais atinge a população idosa. A depressão é uma doença persistente, que não tem idade específica – atinge pessoas de todos os tipos, condições sociais e faixas etárias. Contudo, entre idosos, a depressão possui aspectos bem específicos e pontuais, nem sempre identificáveis pela família. Entre os sintomas mais comuns estão a presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, entre outros, que veremos mais adiante, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si.

 

Saiba tudo sobre a depressão entre os idosos e seus efeitos lendo também esta matéria.

 

Mal de Parkinson

 

Um distúrbio cerebral que provoca deterioração progressiva, provocando a rigidez muscular, tremores involuntários, lentidão dos movimentos e até mesmo dificuldade para engolir os alimentos.

 

Veja como lidar com a Doença de Parkinson entre os idosos e confira algumas dicas de cuidados e tratamentos lendo esta matéria.

 

Infecção urinária

 

Pode levar à incontinência urinária. É comum tanto em homens e mulheres, e mais frequentemente comum entre os idosos. Entre os sintomas estão ardor ao urinar e vontade frequente de urinar. O problema é fácil de identificar e de tratar.

 

Câncer

 

É a doença em que células incomuns se dividem de forma incontrolada, destruindo os tecidos do corpo. Entre os fatores de risco estão o consumo de fumo, a exposição ao sol, alimentação inadequada, obesidade, casos na família, alcoolismo. Há muitos tipos de câncer e o sintoma, bem como o tratamento, depende do tipo específico. Pode-se, no entanto, prevenir a doença, consultando o médico pelo menos uma vez por ano para fazer exames preventivos, evitar exposição ao sol em excesso e não fumar.

 

DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis

 

As doenças sexualmente transmissíveis podem não estar entre as principais em termos de números de atingidos no Brasil, mas têm crescido abundantemente. E por isso mesmo vale o alerta. Como as pessoas estão envelhecendo com mais qualidade de vida e como vivem mais tempo, têm se mantido ativas sexualmente por mais tempo. O desconhecimento sobre os métodos de proteção ainda é o maior desafio da população com mais de 60 anos. Para se ter uma ideia, os casos de DST entre idosos brasileiros dobraram nos últimos 10 anos e já faz parte dos programas de prevenção das políticas públicas para com a saúde no Brasil desde a divulgação do Estatuto do Idoso.

 

Dicas extras

 

Você já conhece o e-book exclusivo do site Cuidar dos pais em casa? É um material gratuito que você poderá baixar hoje mesmo em seu computador e garantir que o seu idoso tenha os melhores cuidados e qualidade de vida. Este material foi escrito e produzido pelo Dr. Sérgio Munhoz.

 

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Veja também: Depressão na terceira idade – O que é? Como tratar?